PGR pede que o STJ mande Queiroz e esposa de volta à prisão

O subprocurador-geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé pediu que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconsidere a soltura de Fabrício Queiroz e de sua mulher Márcia Oliveira de Aguiar.

O pedido visa reverter a decisão liminar liminarmente do presidente do STJ João Otávio Noronha concedida durante o plantão do recesso judiciário ocorrido em julho.

Com o fim do recesso, o pedido da PGR foi destinado ao relator do habeas corpus, o ministro Félix Fischer, e à Quinta Turma do STJ.

Roberto Luís Oppermann Thomé aponta a “inexistência de ilegalidade” na prisão preventiva de Queiroz, cita que a jurisprudência impede a concessão de benefícios para alvos foragidos, como era o caso de Márcia Aguiar, e solicita que seja restabelecida a prisão deles.

“Conquanto cediços cultura jurídica e espírito público do ínclito Ministro Presidente, sua v. decisão monocrática, ora agravada, merece integral reforma para que se respeite até mesmo a percuciente, abalizada e escorreita fundamentação lavrada em oito de dez laudas pela inexistência de ilegalidade alguma na necessária constrição judicial cautelar, e mesmo se resgate o respeito à iterativa jurisprudência pátria que rechaça concessão de benesses a pessoas que se encontrem foragidas da Justiça”, escreveu o subprocurador.

No pedido, o subprocurador-geral ainda solicita que Fischer conceda monocraticamente a reforma da decisão ou leve o assunto para a Quinta Turma do STJ.

“Ante o exposto, o Ministério Público Federal respeitosamente espera que seja por Vossa(s) Excelência(s), de modo monocrático pelo ínclito Ministro relator ou colegiado por esta colenda Turma, provido este agravo regimental/interno/pedido de reconsideração para resgatar a dignidade da função jurisdicional e o respeito devido às decisões prolatadas por juízos competentes e o bom nome e conceito da Justiça”, escreveu.

Será que Queiroz e sua mulher irão para o xadrez? O que (quase) todo mundo quer mesmo é que eles falem o que sabem, e esclareçam as possíveis ilegalidades da família do presidente.

Com informações do Globo

LEIA TAMBÉM
PT aciona PGR e CNMP contra procuradores da Lava-Jato

Fake news: farra de Bolsonaro é paga com dinheiro público

A greve na Renault e a ‘política do desemprego’ de Bolsonaro e Guedes, por Milton Alves

Conflito entre bolsonarismo e lavajatismo deve se agravar, afirma cientista político