Obituário do Bolsonaro informa: 120.262 mortes por Covid-19 até este sábado (29/08)

O Brasil tem 3.846.153 casos e 120.262 mortes por Covid-19 confirmados neste sábado, 29 de agosto, informa o Ministério da Saúde.

O obituário do presidente Jair Bolsonaro segue ganhando robustez, a medida que o governo afrouxa políticas contenciosas para o novo coronavírus.

Além de afrouxar regras, a redução do auxílio emergencial em R$ 300 poderá agravar a crise humanitária no Brasil.

Sob Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, apoiados pela mídia corporativa, o País soma mais de 80 milhões de desempregados formais. Trata-se do maior número do planeta.

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  • Bolsonaro vai tirar R$ 300 do auxílio emergencial, depois de tirar emprego de milhões de pessoas

    Como se não bastasse eliminar emprego de milhões de pessoas, o presidente Jair Bolsonaro agora se prepara para tirar R$ 300 do auxílio emergencial de cerca de 66 milhões de brasileiros. Ele age como Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos banqueiros.

    Bolsonaro fez uma demagogia barata neste sábado (29) ao afirmar que o governo trabalha pela prorrogação do auxílio emergencial até o final do ano, com um valor abaixo dos atuais R$ 600, mas acima de R$ 200,00.

    O valor intermediário seria de R$ 300, dizem fontes no Palácio do Planalto. Ou seja, Bolsonaro e os banqueiros irão abocanhar 50% do auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional no início da pandemia do novo coronavírus.

    “Sabemos da necessidade daqueles que recebem o auxílio emergencial, e ele é pouco para quem recebe e muito para quem paga”, discursou o presidente. “Vocês gastam por mês R$ 50 bilhões neste auxílio. Nós pretendemos com um valor menor, que obviamente não será 600, mas também não será 200, prorrogá-lo até o final do ano”, acrescentou Bolsonaro, sem revelar que pretende cortar R$ 300 da ajuda governamental.

    O presidente visitou hoje o município goiano de Caldas Novas, ao lado do governador Ronaldo Caiado (DEM), na inauguração de uma usina de energia fotovoltaica.

    Pago em razão da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19, a criação do benefício foi aprovada pelo Congresso em março e sancionada pelo presidente no mês seguinte. Os beneficiários aprovados, que incluem desempregados e informais, recebem hoje três parcelas mensais de R$ 600,00.

    Inicialmente, Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes defendiam o auxílio emergencial de apenas R$ 200. No entanto, o PT e a bancada de oposição impuseram uma derrota no governo.

    Jair Bolsonaro quer tirar R$ 300 dos mais pobres para dar aos banqueiros, depois que o presidente e Paulo Guedes tiraram 80 milhões de empregos dos brasileiros.