Mais dois assessores abandonam Paulo Guedes no mato com Bolsonaro

Salim Mattar, secretário de Desestatização e Privatização; e Paulo Uebel, secretário da Desburocratização, Gestão e Governo Digital; pediram demissão abandonando o ministro da Recessão e do Desemprego, Paulo Guedes.

O próprio ministro deu a notícia e afirmou que houve uma debandada.

Com as saídas desta terça-feira, são sete os integrantes da equipe econômica que deixaram o governo desde 2019. Confira os outros cinco:

  • Marcos Cintra (Receita Federal, demitido);
  • Caio Megale (Diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda, pediu demissão);
  • Mansueto Almeida (Tesouro Nacional, pediu demissão);
  • Rubem Novaes (Banco do Brasil, pediu demissão);
  • Joaquim Levy (BNDES, pediu demissão).

O secretário Sallim Mattar teria afirmado que estava insatisfeito com o ritmo das privatizações. Rubem Novaes também saiu pois queria ver o Banco do Brasil privatizado.

Parece que a debandada dos assessores de Guedes ocorre porque a equipe não está conseguindo aplicar as maldades no ritmo planejado.

Haja maldade! Vejamos o que disse o ministro:

“O que eu digo para o Salim, o que eu sempre disse foi o seguinte: para fazer a reforma da Previdência cada um de nós teve que lutar. Para privatizar, cada um de nós tem que lutar. Não adianta esperar ajuda do papai do céu. Nossa proposta foi de transformação do estado. Então, nós vamos tentar e vamos correr até conseguir”.

O fato é que Paulo Guedes ficou sozinho, num mato com Bolsonaro, segurando a brocha do neoliberalismo. Ele é o frágil arrimo de sustentação do governo Bolsonaro. Somente ele sustenta o apoio que o “Capetão Corona” ainda tem do grande capital.

Sem Guedes não há Bolsonaro. O que  não deixa de ser uma luz no fim desse túnel.

Com informações do G1

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