Justiça Eleitoral sequestra R$ 11,3 milhões de Geraldo Alckmin

A Justiça Eleitoral determinou o sequestro de bens e de valores do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) até o limite de R$ 11,3 milhões. A informação foi divulgada hoje pela Polícia Federal, que pediu o bloqueio. A decisão é do juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas.

Alckmin responde a uma ação penal por suposto caixa dois pago pela Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014. No fim de julho, o ex-governador virou réu por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro após o juiz Vargas aceitar denúncia apresentada pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) sobre o esquema.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou há duas semanas o ex-governador no âmbito da ‘Lava Jato eleitoral’.

De acordo com a denúncia, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em espécie da construtora Odebrecht na campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

“Os recursos não foram registrados nas prestações de contas do candidato (falsidade ideológica), que solicitou e recebeu vantagem indevida (corrupção passiva), pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, a partir do emprego de métodos ilícitos como uso de ‘doleiros’, com o fim de ocultar a origem dos valores e dificultar a possibilidade de seu rastreio (lavagem de dinheiro). Esses recursos destinavam-se, num primeiro momento, ao financiamento eleitoral indevido (não declarado) e, num momento seguinte, pós eleições, à manutenção da influência do grupo empresarial junto ao governo”, afirmou a Promotoria em nota.

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Além do ex-governador tucano, também foram denunciados Marcos Monteiro (ex-tesoureiro do PSDB), Sebastião Eduardo Alves de Castro (ex-assessor de Alckmin), Alvaro José Gallies Novis (doleiro) e seis ex-executivos da Odebrecht que firmaram acordos de colaboração com o MP-SP.

A defesa de Alckmin disse, em nota, que as conclusões do inquérito são “apressadas” e infundadas” e que o ex-governador “nunca recebeu valores a título de contribuição de campanha eleitoral que não tenham sido devidamente declarados”.

Com informações da Folha/Uol.

Alckmin é indiciado por caixa 2, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-governador Geraldo Alckmin por suspeita de prática de caixa 2, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht feitas no âmbito da operação Lava-Jato. Segundo a PF, a investigação foi concluída nesta quinta-feira (16).

A PF colheu provas nos sistemas de informática, análise de extratos telefônicos e foram obtidas conversas por aplicativo Skype e ligações telefônicas. Os crimes teriam sido cometidos em obras do Rodoanel e do Metrô de São Paulo.

Além do ex-governador, foram indiciados Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, advogado, que teria atuado como emissário para recebimento de R$ 4 milhões da Odebrecht para a da campanha de Alckmin em 2014.

A investigação faz parte da Lava-Jato que ocorre no âmbito da Justiça Eleitoral.

Em nota, o presidente do diretório municipal do PSDB, Fernando Alfredo, afirmou que Alckmin sempre levou uma vida modesta e de dedicação ao serviço público: “É uma referência de correção e retidão na vida pública. Tem toda a confiança do PSDB”.

O diretório estadual do PSDB-SP também se manifestou por meio de nota, assinada pelo presidente estadual Marco Vinholi: “A história do governador Geraldo Alckmin não deixa dúvidas sobre a sua postura de retidão, coerência e compromisso com o rigor da lei”.