Justiça de Angola fecha templos da Igreja Universal por práticas criminosas

Compartilhe agora

A Justiça de Angola ordenou o fechamento de vários templos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) no país, sob a acusação de fraude e outras atividades criminosas. Segundo o procurador-geral, Álvaro da Silva João, a medida, anunciada na última sexta-feira (14) foi tomada por haver “indícios suficientes de delitos”.

“Esta medida foi adotada porque nos autos há indícios suficientes da prática de delitos como associação criminosa, fraude fiscal, exportação ilícita de capitais, abuso de confiança e outros atos ilegais”, afirmou em comunicado.

O processo contra Iurd foi aberto em dezembro, com denúncias de bispos angolanos da própria igreja alegando que ela tinha práticas contrárias à “realidade de Angola e da África” e a acusando de sonegação fiscal.

A Igreja Universal do Reino de Deus tem oito milhões de membros no Brasil e está presente em mais de 100 países do mundo, com templos em pelo menos 12 nações africanas.

Em junho, um grupo de ex-membros da Iurj assumiu o comando de mais de 80 templos na capital angolana, Luanda, e nas províncias próximas, rompendo relações com a sede no Brasil e aumentando ainda mais a tensão.

*Com informações da Folha de São Paulo

LEIA TAMBÉM:

Militares com orçamento superior o da Educação em 2021propõe governo

Informações sobre criança de 10 anos que foi estuprada devem ser apagadas das redes

Efeito Auxílio Emergencial: Bolsonaro inicia semana com agenda pelo Nordeste

A culpa é do Congresso, segundo o Datafolha

O Congresso Nacional pode pagar o pato da crise econômica e da pandemia do novo coronavírus. Segundo o Datafolha, o parlamento é aprovado por apenas 17% e reprovado, pasme, por inacreditáveis 37% dos brasileiros.

Em maio passado, deputados e senadores eram aprovados por 18% e reprovados por 32%.

Não era para menos esse aumento da reprovação, pois o Congresso vem chancelando a política neoliberal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia Paulo Guedes. O legislativo vocaciona os desgastes do governo, portanto.

Deputados e senadores aprovaram recentemente a privatização da água, a reforma da previdência (fim da aposentadoria), a MP 936, que reduz salário e possibilita a demissão dos trabalhadores com recontratação precarizada, enfim, o Congresso legitimou a reestruturação do capital às custas do trabalho e do emprego.

O parlamento não combateu o coronavírus. Simplesmente usou a pandemia para “passar a boiada” que interessava aos mais ricos e poderosos. Câmara e Senado são Casas que representam os interesses do capital financeiro e da especulação. Os membros dessa instituição são contrários à produção e o emprego.

Note que o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar dos ataques, manteve seu índice de aprovação estável. Em relação à pesquisa do Datafolha em maio passado, a aprovação do STF variou de 30% para 27%, e reprovação, de 26% para 29%, dentro da margem de erro.

A pesquisa Datafolha foi realizada em 11 e 12 de agosto, com 2.065 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.