Folha de S. Paulo chama 600 mil desempregados de novos “empreendedores”. Pode isso?

O cinismo é algo interessante na “Folha Bank”, ops!, Folha de S. Paulo. O jornalão que na verdade é um bancão, o PagBank, diz agora que novos 600 mil desempregados, entre março e julho, viraram “empreendedores” durante a pandemia. Fake news!

Num ato de desespero, 600 mil trabalhadores demitidos foram obrigados a abrir uma MEI (microempreendedor individual), um CNPJ, mas isso não significa que eles estejam faturando ou laborando. Pelo contrário. Muitos nem conseguem emitir uma única nota fiscal.

A pejotização no mundo do trabalho é sinônimo de precarização da mão de obra e redução de renda do trabalhador.

A “Folha Bank”, ops!, Folha, comemora que houve aumento de 20% no número de “empreendedores”, ops!, de desempregados, em relação ao mesmo período de 2019.

Na verdade, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes elevaram o desemprego no Brasil ao patamar de 80 milhões de pessoas, o que equivale a 50% da população economicamente ativa (PEA) no País. Trata-se da maior taxa de desocupados do mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As estatísticas oficiais apontam apenas 13% de desempregados no Brasil. Fake news do governo e da velha mídia, que se presta ao papel de disseminar a mentira.

Guedes e Bolsonaro criaram um exército de reserva formado por pejotizados, precarizados, informalizados, desalentados, desempregados, semiescravizados, urberizados pelas políticas neoliberais do atual governo.

Esses trabalhadores marginalizados são contidos, por ora, com o auxílio emergencial de R$ 600.

Empreendedores são diferentes de desempregados, caríssima Folha.

A Folha Bank, ops!, Folha, mostra-se mais bolsonarista que Dona Michelle Bolsonaro.

Ops!

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  • Oposição inicia campanha pela autoria do auxílio emergencial de R$ 600

    A deputada federal Fernanda Mechionna (PSOL-RS) mostra como a oposição iniciou uma campanha pela “paternidade” ou “maternidade” do auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus.

    A parlamentar do PSOL gaúcho publicou foto de um outdoor, “que diz verdades”, reivindicando a autoria da proposta para a oposição ao governo no Congresso Nacional.

    “Você sabia que Bolsonaro foi contra o auxílio emergencial?”, pergunta a peça publicitária. “R$ 600 é conquista da oposição no Congresso Nacional”, completa o cartaz, que é assinado com “Fora Bolsonaro”.

    De fato o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, desejavam uma ajuda de apenas R$ 200. Foi graças à oposição que o valor subiu para R$ 600. No entanto, o governo agora planeja reduzir pela metade o auxílio emergencial, qual seja, R$ 300.

    A redução no auxílio emergencial pretendida por Bolsonaro se dá num ambiente de aumento no desemprego. O país conta com 80 milhões de pessoas desempregadas, 50% da população economicamente ativa (PEA), a maior taxa do planeta.

    Reduzir o auxílio emergencial, além de uma maldade, significa tirar dinheiro de circulação, ampliar a depressão econômica, e fazer explodir a fome e a miséria no Brasil.

    Limitar a disputa política e ideológica ao auxílio emergencial, no entendimento do Blog do Esmael, é tapar o Sol com a peneira. É preciso um enfático questionamento das bases econômicas neoliberais do governo Bolsonaro.

    Esse debate identitário e sobre a Covid-19, por exemplo, a velha mídia e a oposição já perdeu para Bolsonaro.

    Mas é importante demarcar a discussão. Nisso a deputada do PSOL está certa. Aliás, ela é pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre.