Eleições 2020: Curitiba tem a 1ª pesquisa censurada no País

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“Laissez faire, laissez aller, laissez passer” é um princípio do liberalismo na economia que em português significa “deixai fazer, deixai ir, deixai passar”. Tal princípio ajudou a fundar outro princípio de primeira geração, a liberdade de expressão, prevista no art. 5º da Constituição Federal do Brasil.

Pois bem, a 176ª Zona Eleitoral de Curitiba acatou uma representação a Rede Sustentabilidade, partido de Randolfe Rodrigue (REDE-AP) e Marina Silva, pedindo para censurar a primeira sondagem registrada da Paraná Pesquisas sobre a disputa pela Prefeitura da capital paranaense.

A Rede argumentou, pasme, por não constar “grau de instrução, nível econômico, área física, sistema de controle, verificação, conferência e fiscalização, e a composição da lista de pré-candidatos”.

Nacionalmente, a Rede tem se posicionado contra a censura e a favor das liberdades democráticas.

Pela análise das planilhas do instituto em outras capitais, a exemplo do Rio e São Paulo, ninguém pediu a censura dos levantamentos da Paraná Pesquisas.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) tem tradição em censurar as pesquisas de opinião. Na eleição de 2010, os paranaenses foram às cegas votar para o governo do estado. Na época, ganhou Beto Richa (PSDB) e, em 2014, acabou reeleito. O resto da história o leitor já sabe…

Ô, TRE, deixa fazer, deixa ir, deixa passar.

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