Despejo criminoso do Quilombo Campo Grande será denunciado mundialmente, diz Boff

As 450 famílias do Quilombo Campo Grande resistem, desde a última quarta-feira (12), contra a ação de despejo autorizada pela Justiça e executada com violência pela polícia do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). A área localizada em Campo do Meio, no sul do estado, está cercada de policiais, que já atearam fogo contra o acampamento. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupa o local há 23 anos, a ação foi retomada ontem, quando, para forçar o despejo policiais usaram um trator para destruir a Escola Eduardo Galeano – a única do quilombo.

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O teólogo e escritor Leonardo Boff criticou a truculência de Zema e afirma que o governador cede à pressão de um produtor de café, que quer expandir sua plantação. “O governo estadual mostra que é irresponsável. Há um decreto que impede remoções durante a pandemia. Derrubaram uma escola e levaram várias famílias. Isso é um crime e deveria ser denunciado mundialmente. Temos um presidente irresponsável, mas também governadores que o imitam”, afirmou à Rádio Brasil Atual.

Dom Pedro Casaldáliga
Leonardo Boff também comentou a morte, ocorrida no último sábado (8), de dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia-MT, aos 92 anos. O religioso sofria há cerca de 15 anos do mal de Parkinson. Ícone da defesa dos mais pobres, Casaldáliga foi um dos expoentes da Teologia da Libertação. O bispo também foi responsável por lutar pelos direitos dos indígenas e denunciar o trabalho escravo, durante a ditadura civil-militar.

“Devemos cumprir a missão de caminhar com o povo. Ele acompanhava os peões e indígenas e lutava de maneira contundente. Foi um profeta que denunciou a injustiça, um exemplo para a igreja, com profundo amor ao povo”, disse Boff.

Confira a reportagem da Rádio Brasil Atual:

Por RBA