Deputado Ricardo Barros é o novo líder do governo na Câmara

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (18) a indicação do deputado Ricardo Barros (PP-PR) para exercer o cargo de líder do governo na Câmara, em substituição ao deputado Vitor Hugo (PSL-GO). A designação foi publicada no Diário Oficial da União.

Barros vinha exercendo o cargo de vice-líder do governo no Congresso desde novembro do ano passado. Ele é membro do bloco parlamentar conhecido como “Centrão”, que reúne cerca de 200 deputados.

O agora ex-líder do governo já havia antecipado a indicação de Barros, na semana passada, em discurso de despedida do cargo feito no Plenário. Vitor Hugo ficou à frente da liderança por 19 meses.

Aos 60 anos, Ricardo Barros cumpre atualmente o sexto mandato como deputado federal. Antes de assumir a Câmara, foi prefeito de Maringá (1989-1993). Entre 2016 e 2018 foi ministro da Saúde do governo Michel Temer.

Ricardo Barros ainda foi líder dos governos FHC, Lula e Dilma na Câmara. Ou seja, ele é bastante elástico do ponto de vista político e ideológico.

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Impeachment de Bolsonaro será analisado no momento adequado, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (17) que analisará os pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “no momento adequado”.

“No momento adequado, claro, nós vamos enfrentar também esse tema, decidindo sobre o assunto, lendo com cuidado, lendo o mérito e decidindo de forma correta para que a gente não crie mais uma crise institucional no Brasil”, afirmou Maia em entrevista à TV Tropical, do Rio Grande do Norte.

“Acho que a nossa prioridade tem que ser esse enfrentamento, o enfrentamento à pandemia”, completou.

Cabe ao presidente da Câmara acatar ou rejeitar pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente da República. Maia já recebeu mais 50 pedidos de impeachment de Bolsonaro, mas analisou apenas um.

O pedido apreciado por Maia foi indeferido porque era uma denúncia anônima, o que é proibido pelo regimento interno da Câmara.

Sara Winter é novamente excluída das redes sociais

A militante bolsonarista Sara Winter foi novamente excluída nas redes sociais após divulgar os dados pessoais da menina de 10 anos que foi estuprada e engravidou de um tio no Espírito Santo.

A decisão veio depois que a Defensoria Pública do Espírito Santo conseguiu, na noite de domingo (16), uma liminar para que o Google Brasil, o Facebook, Instagram e Twitter apagassem as informações sobre a criança.

Partidos da oposição como o PCdoB e PSOL pedem que Sara volte para a prisão.

O PSOL protocolou uma representação no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) contra Sara Giromini, conhecida como “Sara Winter”, após a extremista ter divulgado o nome e o endereço da menina de dez anos que engravidou após sofrer estupro por um tio.

No documento, o PSOL pede a investigação e apuração das responsabilidades Sara Giromini, com imediata tomada de depoimento para que ela revele de que forma teve acesso aos dados sigilosos irresponsavelmente levados a público.

O partido denuncia Sara Giromini por incitação ao crime, crime de ameaça, risco à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral de uma criança, pede indenização por dano moral coletivo para ser revertido em favor de organizações que atuam em defesa dos direitos humanos, além de busca e apreensão de todas as provas e indícios que envolvam os fatos relacionados ao episódio.

Após Sara divulgar o nome do Hospital e o nome da menina que iria abortar a gravides fruto do estupro, manifestantes bolsonaristas, ensandecidos, tentaram arrombar a porta principal do hospital. Eles protestavam contra o aborto. Eles xingaram a menina de “assassina” e atacaram o hospital em que ela estava se consultando.

A deputada Áurea Carolina (PSOL-MG) está coletando ainda assinaturas para que a Frente Parlamentar Antirracista e Feminista também assine o documento.

“Diante da possibilidade de ocultamento e destruição de provas, considerando o envolvimento da representada com organização criminosa que, de forma reiterada, ataca o Estado Democrático de Direito, solicitamos a busca e apreensão de todas as provas e indícios que envolvam os fatos aqui narrados com o objetivo de interromper a possível de destruição de provas, nos termos do Código de Processo Penal”, justificam as deputadas e deputados do PSOL na Câmara.

Com agências.