Covid-19: Brasil pode ter 200 mil mortos até meados de outubro, diz imprensa mundial

Citando o coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde da USP, Domingos Alves, a imprensa mundial alerta que o número de mortes pela Covid-19 no Brasil poderá chegar a 200 mil no mês de outubro próximo, dobrando o número que tende a chegar a 100 mil óbitos ainda esta semana.

De acordo com publicações estrangeiras, o coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde da USP acertou previsão sobre patamar atual de vítimas fatais. “O plano é sacrificar o povo brasileiro para alcançar uma pseudo-recuperação econômica”, denuncia Alves, em entrevista à agência ‘AFP News’.

Negligente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala em “mundo civilizado” enquanto promove barbárie de quase 100 mil mortos. Trata-se de um verdadeiro genocídio em curso no País.

Em seu último discurso, proferido na quarta-feira (5), no auditório do Ministério de Minas e Energia, Bolsonaro recorreu à expressão “mundo civilizado” para referir-se a “coisas que chegarão” à região Norte.

“Mais do que 300 mil pessoas atingidas com esta medida hoje assinada via portaria. Outras coisas do mundo civilizado chegarão a estes nossos irmãos da região Norte”, disse Bolsonaro, referindo-se a um programa para levar energia elétrica para a Amazônia Legal.

Em outros tempos, a frase seria considerada mais uma das típicas ofensas do anedotário presidencial. Seria irônico se não fosse absolutamente trágico que Bolsonaro fale em civilização no momento em que o caráter semeador de barbárie de seu governo está prestes a deixar um saldo de 100 mil mortos no país. Nesta quinta-feira (6), foram 97.692 óbitos e 2.873.304 casos de Covid-19, segundo consórcio de imprensa.

Mas Bolsonaro, que já foi denunciado no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, por genocídio e crimes contra a humanidade, reluta em governar e combater efetivamente a pandemia. Sua atitude negacionista e de confronto à ciência foi levada às últimas consequências desde que afirmou, ainda em março, que o coronavírus mataria menos do que a H1N1 em 2019, cerca de 800 pessoas.

Do “é uma gripezinha”, ao “e daí?”, passando pela militarização da pasta da Saúde e a produção de hidroxicloroquina suficiente para 18 anos – mesmo sem comprovação de eficácia -, em cinco meses o país chocou o mundo ao mergulhar em uma violenta espiral de contágio e morte.

“O plano é sacrificar o povo brasileiro para alcançar uma pseudo-recuperação econômica”, denuncia o coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Domingos Alves, em entrevista à agência ‘AFP News’, cujos despachos são replicados em milhares de sites de notícias pelo mundo.

Segundo Alves, Bolsonaro é diretamente responsável pela calamidade sanitária no país, especialmente pela falta de rigor na adoção de uma quarenta para frear a disseminação do vírus, além da retomada prematura das atividades em diversos estados. “O Brasil rejeitou sistematicamente as medidas de bloqueio recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que funcionaram na Europa. Não há vontade política e a ciência ficou de lado em nosso país há muito tempo”, argumenta Alves.

Ele prevê que o país irá dobrar o número de óbitos até a primeira quinzena de outubro. Domingos Alves projetou acertadamente a escalada para 100 mil mortos até 9 ou 10 de agosto. Ou seja, foram necessários pouco mais de cinco meses de omissão do governo para o país atingir a trágica marca. O patamar de 200 mil óbitos, infelizmente, chegará na metade do tempo.

“Governadores e prefeitos começaram a seguir a mesma direção, principalmente porque as eleições estão chegando em novembro”, ressalta Alvez. “As cidades começaram a sair do bloqueio em junho, mas isso foi cedo demais, dado o alto número de novas infecções”, lembra. Ele considera que novos casos e mortes irão acelerar as curvas da pandemia nas próximas semanas. “Vejo que essa epidemia vai ficar desse jeito até dezembro, até que tenhamos uma vacina”, observa o especialista.

Imunidade perdida
Novas pesquisas indicam que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, pode ter razão em seu ceticismo em relação ao surgimento de uma vacina eficaz contra o vírus. Pesquisadores da King’s College London descobriram que pessoas que se recuperaram do Covid-19 podem perder a imunidade à doença em meses, reportou o diário britânico ‘ The Guardian’ em julho. A pesquisa sugere que o vírus pode reinfectar pessoas ano após ano, exatamente como os resfriados comuns.

Segundo o ‘Guardian’, os cientistas analisaram a resposta imune de mais de 90 pacientes e profissionais de saúde da fundação NHS de Guy e St Thomas. Os exames de sangue revelaram que, enquanto 60% das pessoas apresentavam uma resposta forte de anticorpos no auge de sua batalha contra o vírus, apenas 17% mantinham a mesma potência três meses depois. Os níveis de anticorpos caíram 23 vezes no período. Em alguns casos, eles se tornaram indetectáveis.

“As pessoas estão produzindo uma resposta razoável de anticorpos ao vírus, mas diminuem em um curto período de tempo e, dependendo de quão alto é o pico, isso determina quanto tempo os anticorpos permanecem por perto”, disse Katie Doores, principal autora do estudo no King’s College London.

Ainda de acordo com a reportagem, o estudo tem implicações no desenvolvimento de uma vacina e na busca da “imunidade do rebanho” nas comunidades ao longo do tempo. “O sistema imunológico tem várias maneiras de combater o coronavírus, mas se os anticorpos forem a principal linha de defesa, os resultados sugerem que as pessoas podem se infectar novamente em ondas sazonais e que as vacinas podem não protegê-las por muito tempo”, aponta o diário.

Com informações da Agência PT de Notícias, de ‘AFP News’ e ‘The Guardian’

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Deu a louca no robô da Decolar: ‘Bolsonaro Genocida’

Para quem não está ambientado, os bots (robôs) conseguem responder automaticamente aos usuários nas redes sociais. Foi assim que internautas, no Twitter, exploram uma falha no sistema oficial da Decolar.

Para “personalizar” a resposta, o robô da Decolar repetia o nome do usuário.

Por exemplo, ‘Tício pergunta: qual o horário de atendimento da Decolar?’ O bot da Decolar responde: ‘Tício, a Decolar funciona de tal a tal horário.’

Ocorre que os navegantes nas redes sociais não perdoam falhas nem perdem a piada, ainda mais quando ela já vem pronta.

Internautas trocaram o próprio nome por “palavrões” e palavras “obscenas” para que o sistema automático repetisse as besteirentas provocações.

A brincadeira levou a Decolar a um dos principais tópicos mais comentados na noite desta quinta-feira (6), ganhando até do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem o “robô” chamou de “genocida”.

Essa questão da Decolar, que é uma agência de viagens, é pedagógica porque mostra como funcionam os robôs no ataque às personalidades públicas, disseminação de ódio e na produção de fake news. O princípio é o mesmo.

Coisa do século XXI.

Requião se diz arrependido pelo apoio dado a Edson Fachin para o STF

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) não esconde sua irritação com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), coordenador da Lava Jato na corte.

Requião diz a amigos e correligionários que não sabe o que aconteceu com o professor de direito da UPFR que ele conheceu, antes de ser nomeado para o STF.

“Quando, no Senado, apoiei firme e abertamente a indicação do ministro Fachin para o STF, esperava duro combate à corrupção e firmeza com o estado de direito”, escreveu o emedebista no Twitter, que convenceu a então presidenta Dilma Rousseff a indicar Fachin em abril de 2015.

“O exemplo de sua vida indicava esse caminho. Não consigo entender o que aconteceu com ele ! Alguém explica?, lamentou Requião.

Requião, além do próprio voto no Senado, reuniu-se com colegas de parlamento para demover resistências ao ex-professor de direito da Universidade Federal do Paraná.

Edson Fachin foi cooptado pela extrema direita e pela “República de Curitiba”, qual seja, os procuradores da Lava Jato.

Não é à toa que Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, gritou em mensagem do Telegram ‘aha uhu o Fachin é nosso’ cujo texto foi vazado há um ano pela Vaza Jato.

A força-tarefa se notabilizou nacionalmente pela perseguição política ao ex-presidente Lula e o PT.

Uma das explicações para a ferocidade de Fachin em relação a Lula, segundo os petistas, foi porque o ex-presidente Lula não o nomeou para o Supremo.

Eduardo Bolsonaro e Ciro Gomes batem boca por causa da pandemia

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) bateu boca com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) por causa da pandemia de Covid-19. O palco foi o Twitter.

Ciro disse que a pandemia deveria ser enfrentada com isolamento social radical, opinião que as principais autoridades de saúde do mundo concordam.

Mas o clã Bolsonaro é adepto de negacionismo, e Eduardo Bolsonaro retrucou:

“Para quem não curte Bolsonaro, imagina se fosse o Coroné o presidente… ‘Pandemia deve ser enfrentada com ‘isolamento social radical’, afirma Ciro Gomes’.”

Ciro, que não leva desaforo para casa, retrucou:

“Você e seu pai negaram a ciência e produziram quase 100 mil mortes de brasileiros. Você e seu pai abandonaram as empresas e os trabalhadores, aprofundando o desemprego. Quando eu for presidente, além de salvar vidas e gerar emprego, vou trabalhar para colocá-los na cadeia!”

Uma coisa Ciro deixou bem clara: ele deseja e tem fé de que será eleito presidente. Isso é um bom sinal. O combate ao bolsonarismo é normal e previsível. Mas se ele acalente o sonho de governar o país, deveria se esforçar para não bater portas na cara de prováveis aliados.