Brasil com mais 1.054 mortes por Covid-19 e total de óbitos chega a 113.358

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informou, nesta sexta-feira (21), que o Brasil chegou a 113.358 mortes e 3.532.330 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia no país. Nas últimas 24 horas, foram registrados mais 1.054 óbitos e 30.355 novos diagnósticos de contágio.

Segundo o Conass, as unidades federativas com mais casos até o momento são São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Pará e o Distrito Federal.

Em entrevista coletiva nesta sexta, o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a tendência da curva epidemiológica do Brasil é de “estabilização e queda”. Porém, ele lembrou que o país vive um momento difícil e é preciso agir com força para suprimir a transmissão.

“De alguma forma, a situação no Brasil se estabilizou em termos de número de infecções detectadas por semana… Há uma clara tendência de queda em muitas partes do Brasil, mas também há áreas em que a doença segue muito prevalente e continua instável em sua transmissão”, disse o principal especialista em emergências da OMS.

“O Brasil é um país muito grande, há áreas que estão experimentando aumentos. Mas no geral, a tendência no Brasil é de estabilização ou queda. E isso precisa continuar acontecendo”, acrescentou Ryan.

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Papa Francisco diz que ‘seria triste’ se vacina contra a Covid-19 fosse primeiro para os ricos

O papa Francisco voltou a falar nesta quarta-feira (19) sobre a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e afirmou que “seria triste” se a vacina contra a doença, quando descoberta, fosse dada prioritariamente para os ricos.

“Seria triste se, com a vacina para a Covid-19, se desse a prioridade para os mais ricos. Seria triste se essa vacina virasse propriedade dessa ou daquela nação, se não fosse universal para todos. E que escândalo seria se toda a assistência econômica que estamos observando se concentrasse a resgatar indústrias que não contribuem com a inclusão dos excluídos, à promoção dos últimos, ao bem comum ou ao cuidado com a criação”, disse o Papa durante a audiência geral.

O Pontífice ainda destacou o avanço da Covid-19 nas populações mais vulneráveis e o aumento da desigualdade no mundo.

“A pandemia mostrou a difícil situação dos pobres e a grande desigualdade que reina no mundo. E o vírus, mesmo que não faça exceção entre as pessoas, encontrou, em seu caminho devastador, grandes desigualdades e discriminações. E ele as ampliou!”, ressaltou.

Para o líder católico , a resposta para resolver a pandemia deve ser “dupla”, sendo que “de um lado, é indispensável encontrar a cura para um vírus pequeno, mas tremendo, que colocou o mundo inteiro de joelhos” e “de outro, precisamos curar um outro grande vírus, o da injustiça social, da desigualdade de oportunidades, da marginalização e da falta de proteção das populações mais frágeis”.

Até o momento, são mais de 160 vacinas em estudos contra o novo coronavírus, sendo que seis delas – e a polêmica vacina russa Sputnik V – estão na última fase de testes.

*Por ANSA/Brasil