Bolsonaro acredita ser o sucessor natural de Lula no Nordeste; assista

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desembarcou nesta segunda-feira (17) em Aracaju, no Sergipe, em mais um périplo pelo Nordeste.

Bolsonaro quer alavancar ainda mais sua popularidade usando para isso o auxílio emergencial de R$ 600 fundado durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Datafolha, o presidente Jair Bolsonaro tem a melhor aprovação desde sua posse em 1º de janeiro de 2019.

O presidente acredita que, por causa da ajuda, vai substituir o PT e o ex-presidente Lula nas regiões Norte e Nordeste.

O petismo significou por 13 anos –entre os anos 2003 e 2016– a presença do Estado naqueles rincões mais pobres do país. Antes, os nordestinos eram esquecidos até por Deus.

Foram os governos Lula e Dilma que sistematizaram as políticas compensatórias por meio do programa Bolsa Família.

Jair Bolsonaro agora quer criar o “Renda Brasil” dando uma turbinada nos benefícios.

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou na sexta-feira (14), que a popularidade de Bolsonaro é sustentada pelo auxílio emergencial de R$ 600. “Se acabar a ajuda, a aprovação cai”, disse ao Blog do Esmael o pesquisador, ao observar que os brasileiros estão “pensando com o bolso” nesse momento de crise.

Será o fim do lulismo? Os petistas acreditam que não. Os dirigentes do partido de Lula afirmam que Bolsonaro está tendo um “espasmo” e que sua agenda neoliberal é insustentável política e economicamente.

“Bolsonaro é uma bolha. Vai explodir”, disse ao Blog do Esmael um parlamentar do PT.

Assista ao vídeo com a chegada de Bolsonaro em Aracaju (SE):

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  • Militares com orçamento superior o da Educação em 2021 propõe governo

    O presidente Jair Bolsonaro propõe injetar R$ 5,8 bilhões a mais nas Forças Armadas em 2021. A proposta, que está nas mãos do ministro da Economia Paulo Guedes, significa uma fatia maior para os militares em detrimento da pasta da Educação, segundo o informa o jornal O Estado de São Paulo.

    Caso aprovada a proposta no orçamento, será a primeira vez que a Defesa vai superar o orçamento do Ministério da Educação (MEC). Com isso, a Defesa terá um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano, passando de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021, conforme previsão do texto que está no Ministério da Economia e será encaminhado ao Congresso Nacional.

    Enquanto isso, a verba do Ministério da Educação (MEC) deve cair de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões. Na semana passada, reitores de universidades federais alertaram que o corte pode inviabilizar atividades nas instituições.

    Os valores, não corrigidos pela inflação, consideram todos os gastos das duas pastas, desde o pagamento de salários, compra de equipamentos e projetos em andamento, o que inclui, no caso dos militares, a construção de submarinos nucleares e compra de aeronaves.

    Os militares têm um grande protagonismo no interior do governo Bolsonaro, ocupando diversos ministérios e a direção de empresas estatais e autarquias federais. Além disso, são atualmente uma base política fundamental de apoio ao projeto bolsonarista de poder.

    Deputada bolsonarista quer o fim da cota para mulheres nas eleições

    A deputada bolsonarista Caroline de Toni (PSL-SC) criou uma Projeto de Lei que extingue a reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nas candidaturas proporcionais (vereadores e deputados).

    Segundo Caroline, desde que a “famigerada cota” foi incluída na legislação os partidos têm enfrentando uma série de problemas para segui-la.

    “Conquanto seja louvável o incentivo à participação feminina na política, é inegável que infelizmente apenas uma parcela muito pequena das mulheres se interessa por atividade político-partidária”, disse Caroline de Toni.

    Muitos partidos têm que “praticamente implorar” para mulheres se candidatarem a uma vaga no Legislativo. “Uma vez cumprida a cota de gênero no momento do registro de candidatura, a desistência voluntária de determinada candidata gera a cassação integral da chapa de candidaturas”, afirmou Caroline de Toni.

    Ela esquece que partidos como o dela, o PSL, usaram laranjas para desviar dinheiro público do fundo eleitoral.

    O projeto é mesmo um paradoxo; pois ela, enquanto mulher, deveria lutar para aumentar a participação feminina, e não combater um dos poucos mecanismos que propicia a participação de mais mulheres na política.