Alberto Fernández anuncia fabricação da vacina Oxford para a América Latina

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quarta-feira (12) que a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido), em conjunto com a gigante farmacêutica AstraZeneca, será desenvolvida no país.

A Casa Rosada fechou um acordo para a produção de 150 a 250 milhões de doses da vacina, a um valor de venda aproximado de 3 a 4 dólares por unidade para toda a América Latina, exceto Brasil. O governo argentino estima que o medicamento estará disponível no primeiro semestre do próximo ano.

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Conforme detalhou Fernández, assim que a vacina for aprovada “será distribuída de forma equitativa aos governos que demandarem”. E a Argentina será, junto com o México, a responsável pela cadeia de distribuição “sem fins lucrativos”.

“É uma bela notícia, é uma informação esperançosa e um grande orgulho que possamos trabalhar junto com o México – também encarregado da última etapa de produção e embalagem – para dar uma resposta ao nosso querido continente”, disse o presidente argentino.

Sobre o avanço da pandemia no país e na região, Fernández esclareceu: “Isso não muda em nada o presente. Mas nos dá a possibilidade de acessar essas doses entre seis e doze meses antes do que se não tivéssemos chegado ao acordo”.

Por sua vez, o ministro da Saúde argentino, Ginés González García, que também participou do anúncio, disse que o governo está “feliz e orgulhoso”. E acrescentou: “Não é fácil produzir a matéria-prima para uma vacina desta complexidade”.

García também anunciou que os idosos, profissionais de saúde e portadores de algum tipo de patologia prévia serão os primeiros a receber a vacina.

Avanços de pesquisa promissores
Os estudos laboratoriais para a preparação do medicamento ChAdOx1 ultrapassaram positivamente as duas primeiras fases, gerando uma forte resposta imunitária nos primeiros testes realizados. Isso o torna um dos mais promissores do mundo.

Em julho, Alberto Fernández recebeu os diretores do laboratório AstraZeneca no Palácio Presidencial de Olivos. Na ocasião, o presidente disse que seu governo estava disposto a colaborar com o projeto e pediu para ter acesso à vacina assim que fosse aprovada.

O Brasil é outro dos países que chegaram a um acordo para obter a vacina potencial. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que destina 2 bilhões de reais para a produção de 100 milhões de doses. Os ensaios da fase dois da vacina estão sendo realizados em grande escala no país em voluntários brasileiros.

As informações são da RT