5 sem-teto são encontrados mortos na região central de São Paulo, diz movimento

O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) diz que recebeu o relato de 5 mortes de sem teto durante a madrugada deste sábado (22) em São Paulo. A capital paulista enfrentou a madrugada mais fria do ano.

Segundo a Polícia Militar, foram encontrados dois mortos: Uma mulher e um homem foram encontrados mortos no centro de São Paulo (SP). A mulher foi encontrada por volta das 8h30 na Praça da Sé e o homem, de 39 anos foi encontrado na Rua 25 de Março, próximo a um viaduto, por volta das 9h45.

Segundo amigos do homem informaram ao G1, eles pediram ajuda a uma enfermeira, que chamou a polícia e os policiais constataram o óbito. “Não é de coronavírus, é de fome e de frio que está morrendo gente”, diz Alecsandra, que vive em uma barraca na região central.

“A autoridade policial solicitou exame necroscópico para identificar as causas da morte. Até o momento, não há outros registros com as mesmas características”, disse a SSP, em nota.

Nos dois casos, a suspeita é de que as mortes tenham ocorrido por conta do frio intenso que atingiu a capital, na madrugada deste sábado. A temperatura da cidade chegou a 8,2ºC, a mais baixa do ano.

Por sua vez, o MNPR informa que são cinco os mortos, 4 na região do Centro Velho e 1 nas proximidades do Terminal Rodoviário do Tietê.

Entidades em defesa da população em situação de rua demandam do prefeito Bruno Covas (PSDB) medidas urgentes de proteção, como a instalação de abrigos, fornecimento de agasalhos e de alimentação quente.

*Com informações do G1

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Covid-19: Governo Bolsonaro desperdiçou mais de R$ 12 milhões

O governo do presidente Jair Bolsonaro já desperdiçou 12,9 milhões destinados ao combate da pandemia de Covid-19. A informação é do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O montante foi destinado por Medidas Provisórias (MPs), que perderam a validade.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), que tem acompanhado os investimentos do Ministério da Saúde semanalmente, tem alertado para as dificuldades na execução dos gastos na pasta. “Estamos em uma situação emergencial. Não tem explicação para a demora em gastar”, disse o economista Francisco Funcia, segundo informou Mônica Bergamo, na coluna Painel da Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, outras duas medidas vencem em breve: a MP 967, que previa gastos de R$ 5,5 bilhões, mas até agora R$ 3 bilhões permanecem nos cofres públicos, e a MP 969, que previa R$ 10 bilhões e teve 54%, ou seja, R$ 5,4 bilhões gastos até agora. Enquanto a primeira expira no dia 16 de setembro, a segunda vence no dia 17.

O CNS questiona o Ministério da Saúde sobre o cancelamento de empenhos e em que ações os recursos deixaram de ser executados.