Weintraub manda ‘beijinho-beijinho’ dos EUA após aprovação para o Banco Mundial

Publicado em 31 julho, 2020

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, para alguns foragido, mandou hoje beijinho-beijinho dos Estados Unidos após seu nome ser aprovado para uma diretoria do Banco Mundial.

“Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram a estar em segurança aqui nos EUA”, escreveu no Twitter, referindo-se às pessoas que o ajudaram a deixar o Brasil às pressas depois que deixou o MEC. “Agradeço por suas orações, por seu carinho, pelo apoio e pelas ações diretas ou indiretas.”

.

Mais sensível no autoexílio, Weintraub disse que muitas vezes um “simples” like faz a diferença. “Não vou nomeá-los, porém, saibam que estão em meu coração”, disse o “fofo” do novo diretor do Banco Mundial.

Abraham Weintraub foi aprovado como diretor-executivo do conselho do Banco Mundial. Ele agraciado com o cargo em meio ao tiroteio com o Supremo Tribunal Federal (STF), que o tornou investigado no inquérito das fake news. O ex-ministro temia ser preso, por isso saiu às pressas do país rumo aos EUA.

Em nota, o banco confirmou que “o sr. Abraham Weintraub foi eleito pelo grupo de países (conhecido como constituency) representando Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago para ser Diretor Executivo no Conselho do Banco”.

.

A instituição financeira disse ainda, por meio de um comunicado, que “o sr. Weintraub deve assumir seu cargo na primeira semana de agosto e cumprirá o atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020, quando a posição será novamente aberta para eleição. Diretores Executivos não são funcionários do Banco Mundial. Eles são nomeados ou eleitos pelos representantes dos nossos acionistas”.

Para comemorar a aprovação de Abraham Weintraub, o Palácio do Planalto reforçou as porções de alfafa e determinou a abertura de tubaínas para os bolsonaristas. Uma live em caráter reservado será feita ainda hoje entre os envolvidos na celebração.

O blogueiro Allan dos Santos, também foragido, é cotado para a chefia de gabinete de Weintraub.

.

LEIA TAMBÉM

Alexandre Padilha denuncia o general do ‘quartel’ da Saúde de Bolsonaro

O deputado e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), entrou com uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do quartel da Saúde de Bolsonaro, general Eduardo Pazuello, por crime de responsabilidade.

Na ação, Padilha pede que o procurador-geral, Augusto Aras, ofereça a ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) por conta da recusa do ministro em prestar informações a Câmara dos Deputados.

.

Segundo o petista, Pauzuello sonega dados sobre o protocolo adotado pela Saúde na orientação do uso da cloroquina no tratamento de casos da Covid-19. Estudos científicos nacionais e internacionais mostram que a cloroquina não tem eficácia comprovada.

Alexandre Padilha, que é médico infectologista e foi ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, explicou que enviou no dia 24 de junho um pedido de informações ao Ministério – por intermédio da Mesa Diretora da Câmara – questionando os critérios utilizados pela pasta para orientar o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Porém, passados mais de 30 dias, até agora não obteve resposta.

“A falta de transparência é uma das marcas da ocupação militar no Ministério da Saúde. A Constituição é clara, ao não responder no prazo de 30 dias as informações requeridas por membros do Congresso Nacional, o ministro comete crime de responsabilidade”, afirmou o deputado.

.

Ele enfatizou que a ocupação militar no Ministério da Saúde tem que saber que existe uma Constituição, que existe transparência e respeito ao Congresso. “A Constituição e o Congresso foram desrespeitados pelo Ministério da Saúde”, denunciou.

Na notícia-crime enviada a PGR, Padilha relatou que fez uma série de perguntas no requerimento de informações não respondido pelo general Pazuello. Entre outros pontos, o parlamentar indagou quem assinou as orientações para uso da cloroquina, se a determinação foi debatida dentro do ministério, se houve consulta a especialistas para essa ação e porque o protocolo do Ministério da Saúde não levou em conta estudos científicos que apontam reações adversas ao uso desse medicamento.

As informações são do PT na Câmara.