Vice-presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense morre de Covid-19

Publicado em 31 julho, 2020

O vice-presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Marco Bobsin, morreu nesta quinta-feira (30) aos 68 anos por complicações da Covid-19.

Ele estava com o Coronavírus em março e ficou internado cerca de 100 dias no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Depois de um período em casa, Bobsin voltou a ser internado no sábado (25) e não resistiu.

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O perfil oficial do Grêmio no Twitter lamentou a perda:

“Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de nosso vice-presidente Marco José Bobsin, ocorrido na tarde desta quinta-feira. Siga em paz, querido Marcão! Que esposa, filhos, demais familiares e amigos encontrem conforto e força neste momento de dor.”

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Natural de Santo Antônio da Patrulha, Bobsin era sócio do Grêmio desde 1970 e estava em seu quarto mandato como conselheiro. Foi cofundador da Associação Grêmio Unido, mesmo movimento político do presidente Romildo Bolzan Júnior.

Com informações da Gaúcha ZH.

Ministro Wagner Rosário da Controladoria Geral da União está com a Covid-19

O ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), anunciou nesta sexta-feira (31) que está com a Covid-19.

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O anúncio foi feito em nota da Controladoria:

“O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, testou positivo para a Covid-19 nesta quinta-feira (30). Ele ficará em isolamento até novo teste e alta médica. Até lá, manterá as atividades de forma remota”.

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Além dele, o ministro astronauta Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro foram diagnosticados com a doença nesta semana.

Ele é o sexto ministro a ser contaminado pelo Coronavírus. Antes dele, a doença já havia acometido os ministros:

  • Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Bento Albuquerque, das Minas e Energia;
  • Onyx Lorenzoni, da Cidadania;
  • Milton Ribeiro, da Educação; e
  • Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia.

O presidente Bolsonaro também teve a doença, mas, assim como outros ministros, mas já está curado. Vai, Cloroquina!

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Com agências.

Lula diz que Bolsonaro ‘inventou’ ter coronavírus para fazer propaganda da cloroquina

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite desta quinta-feira (30) suspeitar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “inventou” ter coronavírus para fazer propaganda da cloroquina.

“Acho que Bolsonaro inventou que estava contaminado para poder fazer propaganda do remédio”, disse o ex-presidente em uma coletiva de imprensa virtual com correspondentes estrangeiros em São Paulo.

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“Não sei se ele é sócio, mas se comporta como se fosse dono da fábrica que faz o remédio”, acrescentou.

Lula, de 74 anos, considera a gestão de Bolsonaro durante a pandemia como sendo “irresponsável”.

“Por isso estamos vivendo hoje uma situação gravíssima e não vejo uma saída a curto prazo”, afirmou.

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Bolsonaro, de 65 anos, anunciou em 7 de julho ter sido diagnosticado com a COVID-19, e desde então cumpria sua agenda a partir da residência oficial em Brasília, até que no dia 25 afirmou ter testado negativo para a doença.

Durante esse período, ele fez várias aparições públicas nas quais mostrou uma caixa de hidroxicloroquina, um medicamento cuja eficácia contra o coronavírus não é cientificamente comprovada.

Nesta quinta-feira, a Presidência anunciou que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também testou positivo para o novo coronavírus.

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Desde o início da pandemia, que já deixou mais de 90 mil mortos no Brasil, Bolsonaro critica as medidas de confinamento propostas pelos governadores, justificando sobre o ponto de vista do impacto econômico, e até descreveu a doença como uma “gripezinha”.

Lula, confinado desde março em seu apartamento em São Bernardo do Campo, também questionou o relacionamento de Bolsonaro com o mandatário americano Donald Trump.

“Bolsonaro se comporta, o Ministro das Relações Exteriores [Ernesto Araújo] se comporta como um lambe-botas (…)”, afirmou o líder do PT.

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A possibilidade de Trump ser derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições de novembro poderia dar outra perspectiva a alguns aspectos do relacionamento entre as duas maiores economias das Américas, segundo Lula.

“Um novo governo pode mudar o comportamento com o Brasil, para exigir que se respeite a democracia, os Direitos Humanos, [e que se adote] uma política para evitar o desmatamento na Amazônia”, afirmou.

Lula, que deixou o governo em 2010 com altos índices de popularidade, aguarda o resultado de um recurso contra uma sentença de quase 9 anos de prisão por corrupção, cumprida por ele parcialmente entre abril de 2018 e novembro de 2019.

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Assista ao vídeo:


Por AFP