URGENTE: WhatsApp censura o PT, denuncia Gleisi; partido anuncia migração para o Telegram

Publicado em 7 julho, 2020

O WhatsApp, empresa de Mark Zuckberg, bloqueou um canal que o PT matinha na rede social. A legenda é o maior partido de esquerda na América Latina com 1,4 milhão de filiados, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sem explicações ou aviso, a empresa americana decidiu suspender em 26 de junho a conta do ‘Zap do PT’, mantida pela legenda para distribuição de notícias e conteúdos a filiados do partido. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), cobra explicações do Facebook e já encaminhou carta dirigida a Mark Zuckberg, fundador da gigante do Vale do Silício. Enquanto isso, a sigla anuncia migração do canal para o aplicativo Telegram.

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A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, denunciou nesta segunda-feira (6) o bloqueio do canal de transmissão mantido pela legenda junto ao WhatsApp, empresa pertencente ao Facebook, para distribuição de notícias e conteúdos de interesse da agremiação. O PT anunciou que está estudando as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão ou obter alguma explicação para o episódio. Gleisi anunciou que está criando um serviço oficial de informações do PT junto ao aplicativo Telegram.

Em comunicado, a administradora do WhatsApp no Brasil, administrada pelo Facebook, informou ao PT, em 26 de junho, o bloqueio dos canais que a legenda mantinha oficialmente na empresa – o Zap do PT – mas sem apresentar quaisquer razões deste bloqueio. “É muito estranho que esse bloqueio seja promovido sem qualquer explicação dada pela empresa, nem oficialmente, nem extraoficialmente”, diz Gleisi. “Não há razão para isso. Todos os conteúdos distribuídos pelo PT no Zap eram relativos a material divulgado no site do partido”.

Gleisi cobra do Facebook no Brasil, e da matriz, nos Estados Unidos, que seja dada uma explicação oficial para a medida. A parlamentar denuncia que o bloqueio foi anunciado unilateralmente sem qualquer aviso ou explicação, de forma intempestiva. “O Zap do PT foi criado para divulgação de informações do PT aos seus filiados, constituindo comunicação legítima e voluntariamente consentida pelos usuários”, lembra Gleisi. A deputada encaminhou carta ao presidente do Facebook, Mark Zuckberg, para que a empresa se manifeste publicamente.

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O lançamento deste canal foi divulgado publicamente, inclusive por meio de outros canais oficiais de WhatsApp. “Cumprimos de boa-fé as normativas do aplicativo, tanto em relação ao conteúdo quanto ao acesso aos usuários”, aponta a deputada e presidenta do PT. “Não fomos informados das razões do bloqueio, sejam de ordem técnica ou referentes às normativas de uso do aplicativo”.

Segundo a Secretaria de Comunicação do PT, a legenda ficou impedida de se defender diante de qualquer alegação eventualmente feita contra o canal. Ou até mesmo corrigir falhas ainda desconhecidas. O bloqueio do ‘Zap do PT’ ocorre no momento em que o Congresso Nacional estuda uma nova legislação para regulamentar e estabelecer normas de conduta às empresas por conta das fake news.

Gleisi chama atenção para o fato de o bloqueio ter ocorrido também no momento em que o PT havia lançado uma campanha de coleta de assinaturas pelo impeachment de Bolsonaro. “O site da Frente Fora Bolsonaro vinha sendo objeto de uma campanha do partido nas redes sociais e nas plataformas de compartilhamento de conteúdo com o WhatsApp. E, curiosamente, o bloqueio ocorre logo depois da campanha internacional #StopBolsonaro”, lembra a parlamentar.

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“A falta de resposta oficial ao nosso comunicado de 26 de junho denota falta de transparência na relação do WhatsApp e do Facebook com seus clientes e o bloqueio em si caracteriza prejuízo de nossos direitos como usuários do aplicativo”, critica Gleisi. “É grave o que está acontecendo. Quero denunciar publicamente o bloqueio arbitrário e a falta de transparência do Facebook”.

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Moro confessa que via Lula como um adversário em um ‘ringue’ de luta

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Publicado em 6 julho, 2020

Não há dúvidas de que o ex-juiz Sérgio Moro sempre encarou o ex-presidente Lula (PT) como um adversário a ser vencido, como foi, pelo menos até agora.

Mas isso vir da boca do próprio ex-juiz é grave. Moro deveria pelo menos fazer de conta que foi um juiz imparcial e que decidiu suas condenações baseado em provas.

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Em uma entrevista à Globo News ele fala que “era na forma oral como a gente fez no ringue com Lula”. 

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) compartilhou o vídeo com essa frase e escreveu:

“CONFISSÃO: Em entrevista para a Globo News, no último domingo, o e-juiz e ex-ministro de Bolsonaro confirmou que tratava @LulaOficial como adversário em uma luta de boxe. É urgente que o processo conduzido por Moro seja anulado por quebra de imparcialidade.”

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