Requião lança campanha pela anistia de Queiroz, Protógenes Queiroz

O ex-senador Roberto Requião (MDB) lançou uma campanha nesta sexta-feira (10) pela aprovação da anistia de Queiroz, Protógenes Queiroz, ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal pelo PCdoB de São Paulo.

Protógenes foi condenado pelo STF de vazar informações da Operação Satiagraha, que investigava desvios de verbas públicas, crimes contra o sistema financeiro, corrupção e lavagem de dinheiro.

Nessa operação, eram alvos o banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, além do ex-prefeito Celso Pitta e do investidor Naji Nahas.

Em 2015, não reeleito para a Câmara, Protógenes foi demitido da PF sob o argumento de “prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial”, revelar “segredo do qual se apropriou em razão do cargo” e “praticar ato lesivo da honra ou do patrimônio da pessoa, natural ou jurídica, com abuso ou desvio de poder”.

Atualmente, Protógenes Queiroz vive exilado na Suíça desde 2016.

Numa transmissão nas redes sociais, Requião informou que há um projeto do deputado Celso Russomano (Republicanos-SP) que anistia o “Queiroz do Bem”, no caso, Protógenes.

O projeto de lei tramitando na Câmara tem o apoio suprapartidário do PSL, PCdoB, PT, MDB, PRB, PP, Podemos e Cidadania.

A ideia é restituir a Protógenes Queiroz anistia de seus direitos políticos, bem como o cargo de delegado da Polícia Federal.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), mesmo partido pelo qual Protógenes foi deputado, também argumenta que a condenação dele é seletiva. “Defendo a anistia de Protógenes porque só ele foi condenado por práticas que são rotina de agentes públicos. Quem observa as decisões judiciais no Brasil percebe que a condenação é seletiva”. disse Orlando em abril de 2019.

Assista ao vídeo de Requião.

https://www.facebook.com/watch/?v=2698810520376766

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Moro espionava PGR para salvar a pele de Dallagnol e da Lava Jato; diz Veja

Publicado em 10 julho, 2020

A revista Veja está lançando mais uma bomba que vai explodir sobre as cabeças já atordoadas de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a força tarefa da Lava Jato.

Há pouco mais de um ano, a série de reportagens intitulada Vaza-Jato do site Intercept Brasil passou a expor o que muita gente já sabia, ou suspeitava. O ex-juiz Sérgio Moro atuava em conluio com os promotores da Lava-Jato sendo o verdadeiro comandante da força-tarefa.

Eles não mediram esforços e não repeitaram as regras do Judiciário. Tudo para condenar seus inimigos político, principalmente o ex-presidente Lula.

Agora, a Veja aponta que, mesmo depois de abandonar a magistratura para ser ministro de Bolsonaro, Moro continuou sendo uma figura influente entre os promotores da Lava Jato.

A quebra de braço entre a Lava Jato e a chefia do Ministério Público Federal em Brasília ficou evidente quando os procuradores de Curitiba se assenhoraram dos dados obtidos em escutas telefônicas e em buscas e apreensões nas investigações. Eles tentaram negar acesso à Procuradoria-geral da República a essas informações, sob o pretexto de que são sigilosas.

Pois, há poucos dias Moro teve informação privilegiada de dentro da PGR e avisou a “República de Curitiba”. Moro teria mandado mensagem dizendo: “O chefe de vocês está indo pra cima”, alertou o ex-juiz em uma mensagem a um dos procuradores da Lava-Jato.

Moro estava certo, como mostra a matéria a seguir. Se os objetivos de Augusto Aras são agradar Bolsonaro ou não, isso é outra história. Mas que há sujeira debaixo dos tapetes do Ministério Público Federal de Curitiba, disso ninguém duvida.

Com informações da Veja.