Prefeito de BH seria reeleito no 1º turno se eleição fosse hoje, diz Paraná Pesquisas

A Paraná Pesquisas garante que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) seria reeleito no primeiro turno, se as eleições de novembro fossem hoje.

De acordo com o instituto, kalil tem entre 55,9% e 56,5% das intenções de voto nos dois cenários propostos.

O levantamento foi realizado em Belo Horizonte entre os dias 22 e 25 de julho. Foram entrevistados 820 eleitores. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º MG-03074/2020.

Veja os cenários na disputa em BH:

Situação Eleitoral – Prefeito(a)
ESTIMULADA – Cenário 1

Não sabe 7,1%

Nenhum 14,1%

Alexandre Kalil 55,9%

João Vítor Xavier 6,5%

Áurea Carolina 4,1%

Rodrigo Paiva 3,0%

Bruno Engler 2,1%

Professor Wendel Mesquita 2,1%

Nilmário Miranda 2,0%

André Janones 1,2%

Luisa Barreto 0,7%

Lafayette de Andrada 0,5%

Fabiano Cazeca 0,4%

Júlio Delgado 0,1%

Marcelo de Souza 0,1%

Wadson Ribeiro 0,1%

Situação Eleitoral – Prefeito(a)
ESTIMULADA – Cenário 2

Não sabe 6,8%

Nenhum 14,9%

Alexandre Kalil 56,5%

João Vítor Xavier 6,7%

Áurea Carolina 4,4%

Rodrigo Paiva 3,7%

Professor Wendel Mesquita 2,2%

Bruno Engler 2,1%

Nilmário Miranda 2,0%

Luisa Barreto 0,7%

Marcelo de Souza 0,1%

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Vem aí, em agosto, a greve nos Correios

Os trabalhadores dos Correios planejam deflagrar uma greve nacional em agosto. Em tempos de pandemia de coronavírus, sem medo de errar, essa mobilização poderá ser comparada à greve dos caminhoneiros de 2018, que paralisou o país por falta de combustíveis, remédios e alimentos.

Na semana passada, 31 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) aprovaram o indicativo para a greve para o mês de agosto, mas ainda deixou para bater o martelo sobre o movimento paredista para a próxima terça-feira, dia 4.

Mais do que reivindicar aumento salarial, o movimento grevista que se avizinha se propõe como um ato de resistência ao anunciar seu lema “Campanha Salarial: Não à retirada de direitos”.

Em sua página na internet, a Fentect diz acreditar na luta contra a agenda privatista do desgoverno de Jair Bolsonaro. Os Correios são a bola da vez nas pretensões do ministro Paulo Guedes, que quer fazer dinheiro com a venda de empresas públicas para transferi-lo para bancos e especuladores a título de pagamento de “juros e amortizações” da dívida pública.

“Defender os Correios públicos é defender um patrimônio secular do povo brasileiro. A Fentect segue somando forças para combater todo o retrocesso e males causados desde o início do governo lesa pátria de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, que seguem atacando os trabalhadores e afagando os empresários e banqueiros”, diz um comunicado da Federação.

Cerca de 100 trabalhadores dos Correios podem cruzar os braços nos próximos dias e, como efeito, deixar de entregar aquele produto comprado online –setor que cresceu na pandemia e com o distanciamento social.

A greve dos trabalhadores dos Correios é mais de resistência. A direção da empresa, a mando de Bolsonaro e Guedes, quer retirar conquistas da categoria. A saber:

  • Retirada de 70 cláusulas do atual ACT acabando com os 30% do Adicional de Risco;
  • Fim do auxílio creche/babá;
  • Corte do tíquete alimentação de dezembro;
  • Corte de 70% sobre férias;
  • Distribuição de EPIs (equipamentos de segurança);
  • Fim da licença maternidade estendida para 180 dias (a lei determina 120 dias).

O secretário de comunicação da Fentect, Emerson Marinho, disse que a proposta dos Correios é esdrúxula. “Estou na empresa desde 1997 e nunca vi proposta tão esdrúxula”, atacou. Segundo ele, os benefícios incorporados aos salários foram fruto de negociações de anos para compensar sucessivos congelamentos nos vencimentos dos trabalhadores.

Além de querer retirar benefícios, a direção dos Correios oferece reajuste “zero” para os trabalhadores –por isso a greve poderá ser inevitável nas próximas semanas.

Para a direção da Fentect, os Correios tiveram aumento de receita durante a pandemia do novo coronavírus porque, diferente de outros setores, ganhou com o aumento do comércio eletrônico, as vendas online, das quais já falamos no início deste texto.

Os trabalhadores dos Correios acusam a transferência de dividendos à União acima do limite legal e congelamento de tarifas postais pelo quadro de deterioração das finanças da empresa. O governo pretende vender a ideia de que os Correios são deficitários e por isso precisam ser privatizados, doados, vendidos.

De acordo com os trabalhadores, não são os tíquetes de alimentação, a licença-maternidade de 180 dias ou auxílio creche que comprometem a saúde dos Correios. Pelo contrário. É a gestão temerária, neoliberal, de Bolsonaro e Guedes.