Não faça pedido pelo App pois ‘hoje é dia de breque’, avisam os entregadores

Publicado em 25 julho, 2020

Hoje (sábado, 25 de julho) é dia de “Breque dos Apps”. Os entregadores que atendem os aplicativos estão mobilizados e pedem a colaboração da sociedade.

A hashtag #BrequeDosApps é a mais comentada do Twitter neste sábado. Lá é possível encontrar as orientações passadas pelo movimento dos estregadores para quem se solidariza com sua causa.

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Veja alguns exemplos de como ajudar:

  • Não faça pedidos por App;
  • Avalie os apps com nota baixa na PlayStore ou AppStore, deixando comentário em apoio à greve;
  • Use a #BrequeDosApps;
  • Apoie os Entregadores Antifascistas.

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A ex-deputada Manuela D’Ávila escreveu:

“Hoje é dia de #brequedosapps. Algo bonito dessas lutas é q elas explodem quando os trabalhadores se sentem exaustos, diminuídos em sua dignidade. Mas quando a luta começa tudo muda,uma espécie de magia acontece.Lembramos que não nascemos para solidão e para o individualismo do capitalismo selvagem.”

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Os estregadores que trabalham para aplicativos estão entre as categorias mais precarizadas de trabalhadores do mundo. Eles não têm vínculo empregatício nem qualquer apoio em caso de doença ou acidente.

Ciro Gomes também levanta essa bandeira:

Lava Jato era uma agência de turismo, diz PGR, ao criticar despesas com viagens da força-tarefa

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O coordenador-geral da força-tarefa Lava Jato, Deltan Dallagnol, deverá ganhar um “cartão vermelho” e ser substituído em brevíssimo tempo.

A saída de Deltan, no entanto, se dará em meio a críticas ao custo operacional das unidades em São Paulo, Rio e Curitiba.

Segundo o vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, a Lava Jato, na verdade, funciona como uma agência de turismo para alguns procuradores.

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Medeiros criticou que “a despesa com diárias e passagens de força-tarfa em 2019 é maior do que a de qualquer Procuradoria da República ou Câmara, PFDC [Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão] ou Corregedoria”.

O torpedo disparado coincidiu com a abertura, nesta sexta-feira (24), do processo de consultas na PGR para escolher procuradores do Ministério Público Federal para atuar nas forças-tarefa da Lava Jato em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

“Que tal? Quanto cada super-herói ganhou?”, questionou o atento advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula na capital paranaense.

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Em meio ao tiroteio interno, na PGR, manifestantes do Coletivo pela Verdade, Justiça e Democracia realizaram ontem um barulhento protesto contra a Lava Jato em Curitiba.

Manifestantes exibiram faixas em frente ao prédio do MPF, na Rua Marechal Deodoro, próximo a Boca Maldita, ponto de encontro democrático que abrigou o comício das Diretas Já em 1984.

“Lava Jato causou prejuízos de R$ 142 bilhões à economia brasileira e milhões de desempregos”, dizia uma das faixas. “Basta de mentiras, crimes e abusos da Lava Jato”, registrava outra faixa.

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A parceira da força-tarefa Lava Jato com o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, também não foi poupada pelo coletivo de manifestantes.

“Devolvam a soberania do Brasil. Fora FBI!” e “Força PGR. A Lava Jato não está acima da lei.”

É nesse ambiente que a “LavaJatoTUR” realiza a troca de comando.

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Protesto contra a Lava Jato agita centro de Curitiba; PGR faz devassa no MPF-PR

Integrantes do Coletivo pela Verdade, Justiça e Democracia realizaram uma manifestação contra a Lava Jato, nesta sexta-feira (24), no centro de Curitiba, em apoio à devassa da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Desde o início desta semana, procuradores vindos de Brasília realizam buscas nos arquivos de operações pretéritas. A Lava Jato foi autorizada a funcionar em março de 2014.

A força-tarefa da “República de Curitiba”, coordenada por Deltan Dallagnol, se recusava a compartilhar dados com a PGR. Em virtude disso, o procurador-geral Augusto Aras reclamou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Dias Toffoli, presidente do STF, no plantão, concedeu liminar obrigando a Lava Jato a compartilhar os dados. Por isso a PGR determinou a devassa em curso na capital paranaense.

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Os manifestantes exibiram faixas em frente ao prédio do MPF, na Rua Marechal Deodoro, próximo a Boca Maldita, ponto de encontro democrático que abrigou o comício das Diretas Já em 1984.

“Lava Jato causou prejuízos de R$ 142 bilhões à economia brasileira e milhões de desempregos”, dizia uma das faixas. “Basta de mentiras, crimes e abusos da Lava Jato”, registrava outra faixa.

A parceira da força-tarefa Lava Jato com o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, também não foi poupada pelo coletivo de manifestantes.

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“Devolvam a soberania do Brasil. Fora FBI!” e “Força PGR. A Lava Jato não está acima da lei.”

Os registros fotográficos foram do excelente repórter Joka Madruga.

Foto: Joka Madruga.
Foto: Joka Madruga.