Miliciano Ronnie Lessa é indiciado por tráfico de internacional armas

A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, indiciou o miliciano e PM reformado, Ronnie Lessa, por tráfico internacional de armas. Ele está preso desde de 2019 pela execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

A filha de Lessa, Mohana Figueiredo também foi indiciada. As investigações apontam que Lessa traficava armas dos Estados Unidos desde 2014 auxiliado pela filha que morava no país.

LEIA TAMBÉM
ECA completa hoje 30 anos de proteção às crianças e adolescentes

Análise: Semana decisiva para o futuro de Ricardo Salles no Meio Ambiente

Covid-19: Negacionismo de Bolsonaro derrete imagem do Brasil no exterior

Segundo o delegado titular da Desarme, Marcus Amim, Ronnie Lessa comprava peças de armas da China pela internet. O esquema consistia em encaminhar o material comprado para os Estados Unidos, onde sua filha morava. Ela ficava responsável por trocar as embalagens originais, colocando em outras com o título “peças de metal” para enganar a fiscalização aeroportuária, facilitando a entrada das peças no Brasil.

O delegado ainda afirma que Ronnie Lessa montava, com as peças, as armas que depois seriam vendidas para narcotraficantes e milicianos.

Após a prisão de Lessa, a polícia encontrou 117 fuzis incompletos e falsificados na casa de um amigo dele na zona norte da capital fluminense. Foi a maior apreensão de fuzis da história do Rio de Janeiro.

Com informações do G1.