Globo diz que ex-mulher comprou 14 apartamentos, enquanto foi casada com Bolsonaro

A Globo, que edita a revista Época, acredita que encontrou o “tríplex” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Um, não. Catorze, segundo reportagem desta semana. São imóveis comprados pela segunda ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, que valem hoje R$ 5,3 milhões.

De acordo com a Época, nos anos 90, quando se casou com Bolsonaro, a ex-mulher não tinha nenhum imóvel, porém, na constância do matrimônio, comprou, com Jair, 14 apartamentos, casas e terrenos, que somavam uma fortuna.

Quando se casou com Bolsonaro, ela era assessora parlamentar em Brasília, e se transformou numa bem sucedida negociante de imóveis em apenas uma década.

A reportagem conferiu nas escrituras que cinco dos 14 imóveis foram pagos com dinheiro vivo, nota sobre nota. Pelos cálculos da revista da Globo, hoje esse montante seria R$ 680 mil.

Na época em que conheceu e se casou com Ana, Jair também não tinha muitos patrimônios e posses –diferentemente de hoje. O então deputado tinha apenas dois apartamentos no Rio e um terreno onde depois construiu uma casa, na Vila de Mambucaba, em Angra dos Reis.

“Ana Cristina Siqueira Valle entrou sem nada em sua união com o hoje presidente. Uma década depois, a mágica: saiu da relação com patrimônio milionário”, diz a reportagem da Época.

A revista da Globo ainda triangula os imóveis com um delator da Lava Jato no Rio, Marcelo Traça, que teria comprado terrenos da ex-mulher de Bolsonaro por R$ 1,9 milhão. O casal havia comprado por apenas R$ 160 mil, cinco anos antes.

Será que a reportagem da Época, sobre a ex-mulher de Bolsonaro, foi uma resposta a da Veja, que ventilou o envolvimento de Rosangela Moro em ilicitudes? A conferir.

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 Auxílio emergencial de R$ 600 veio para ficar até 2022, diz diretor da Paraná Pesquisas

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, disse ao Blog do Esmael nesta sexta-feira (17) que o auxílio emergencial de R$ 600 veio para ficar até 2022.

O CEO do instituto afirmou que os setores beneficiados com a ajuda do governo estão sustentando a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que gira em torno de um terço do eleitorado brasileiro.

Na prática, diz Hidalgo, os brasileiros que flertam com a linha de miséria –ou devido ao desemprego ou pelo desalento– tiveram um “upgrade” com o auxílio de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus.

O ministro da Economia e o presidente Bolsonaro almejam manter esse benefício, mas, se discute no Congresso, por meio de um novo imposto sobre transações eletrônicas –a nova “CPMF”, que é combatida pelo Centrão e seu líder Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na equação do ministro e do presidente, os 53,9 milhões de beneficiários do auxílio emergencial são vistos como ‘colchão político’ necessário para o projeto de reeleição de 2022.

Guedes e Bolsonaro querem deixar intacto o Orçamento da União para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, qual seja, eles querem o dinheiro público para transferir para bancos e especuladores.

“Ninguém tira o auxílio emergencial de R$ 600 até a eleição de 2022”, repete Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas.