Flávio Dino planeja novo partido para enfrentar Bolsonaro, diz Globo

O jornal O Globo voltou a destacar o movimento do governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, que estaria planejando um novo partido político para disputar a Presidência da República em 2022.

Segundo a publicação desta segunda-feira (20), o governador vermelho estaria fazendo articulações com líderes de esquerda para fundar uma espécie de novo “MDB da esquerda” para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A reportagem revela que o novo “MDB da esquerda” –que seria uma frente ampla– virá à lume após as eleições municipais de novembro.

Na semana passada, o Globo publicizou um “namoro” entre Dino e o PSB. O governador não foi enfático em negar o relacionamento político com vistas às eleições de 2022.

Pela alquimia de Flávio Dino, o PSB e o PCdoB se fundiriam com setores de esquerda para criar o “MDB da esquerda” cujo projeto ainda reuniria o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), de acordo com O Globo.

Freixo estaria descontente com o PSOL, que queria sujeitá-lo à previa para a disputa da Prefeitura do Rio e, ainda conforme O Globo, ele não é bem visto no partido porque é amplo nas articulações com políticos de outras siglas como MDB, PSDB e DEM.

A construção dessa frente eleitoral de Dino começou com as lives da “Frente Ampla Direitos Já!”, que colocou na mesma live do governador do Maranhão o apresentador Luciano Huck, o ex-presidente FHC, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador Eduardo Leite (PSDB-RS), bem como setores do PT.

O Globo avalia que o projeto “MDB da esquerda” pode enfrentar resistências do PDT, de Ciro Gomes, e do PT, do ex-presidente Lula. Os dois partidos não abrem mão de encabeçar a disputa em 2022.

O jornal dos Marinho afirma que Flávio Dino espera um fragorosa derrota da esquerda nas eleições municipais vindouras, o que poderá vitaminar a criação do novo partido.

Mas a questão é a seguinte: se Bolsonaro e a esquerda são os candidatos a serem derrotados nas capitais, quem ocupará esse espaço político?

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Boulos vence prévias e será o candidato do PSOL em São Paulo

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos venceu as prévias internas do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), realizada neste fim de semana, para indicar o candidato da legenda para a disputa pela prefeitura de São Paulo.

A chapa de Boulos e da deputada federal Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, teve o apoio de mais 60% dos votantes na eleição interna do partido.

Guilherme Boulos comemorou nas redes sociais a indicação pelo partido. AGORA É OFICIAL! Eu e @luizaerundina somos pré-candidatos do PSOL à Prefeitura de SP. Após o fim da apuração tivemos 61% dos votos. Agradeço à militância e cumprimento @samiabomfim e @giannazioficial pelo processo democrático. O partido sai mais forte e unido. Vamos vencer em SP!”, escreveu ele.

Disputaram as prévias com Boulos a deputada federal Sâmia Bomfim e o deputado estadual Carlos Gianannazi.

Nos acampamentos de sem tetos na periferia de São Paulo, Boulos é chamado de “o filho de Lula” por sua fisionomia lembrar o líder petista quando jovem.

As prévias foram realizadas presencialmente neste sábado (18) e neste domingo (19).

Petistas oscilam entre vice de Boulos e Haddad em São Paulo

A vida não está nada fácil para os petistas de São Paulo, segundo fontes no partido. A companheirada está sendo compelida a considerar uma vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela prefeitura paulistana.

Segundo sondagens internas do PT e de aliados, o líder da Frente Brasil Sem Medo aparece mais bem colocado do que o nome do deputado petista Jilmar Tatto em todos os cenários possíveis.

Em maio, Tatto conquistou o status de “pré-candidato” no PT ao derrotar em eleição interna o também parlamentar e ex-ministro Alexandre Padilha, expondo a divisão interna na legenda.

Por outro, setores petistas costumam chamar Boulos de “O Filho de Lula” –numa clara referência às aparências políticas e físicas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “pai de todos” no PT.

Nos últimos dias, sempre com base em pesquisas internas, petistas de várias partes do país tentaram persuadir Lula sobre a candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad. Eles argumentaram ao ex-presidente acerca da necessidade e viabilidade eleitoral de Haddad, o que traria reflexos positivos para o partido nas demais capitais brasileiras.

Resumo da ópera: em São Paulo, os petistas oscilam entre Boulos e Haddad –quase não falam da pré-candidatura de Jilmar Tatto, que pouco aparece nas sondagens de opinião pública.