Filha de Pazuello aparece na lista de solicitantes de auxílio emergencial

Publicado em 30 julho, 2020

A filha do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello, Stephanie dos Santos Pazuello, aparece na lista do governo federal como solicitante do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais e pessoas de baixa renda para diminuir o impacto econômico da pandemia de Covid-19.

De acordo com informações do jornal O Globo, a informação consta dos sites da Dataprev, Caixa Econômica Federal e do Portal da Transparência. Consultas realizadas pela publicação mostram que o pedido em nome da filha de Pazuello chegou a ser aprovado, mas o valor não foi liberado porque os sistemas detectaram inconsistências no cadastro dela.

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A solicitação em nome de Stephanie para recebimento do benefício de R$ 1200 mil foi feita no último dia 7 de abril, antes de seu pai assumir a secretaria-executiva do ministério da Saúde, ainda durante a gestão de Nelson Teich.

A filha do general preferiu não comentar o assunto. Já a assessoria de imprensa do ministro disse que Pazuello não tinha conhecimento do pedido.

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Mamata verde-oliva: Pazuello nomeia amiga para gerir Saúde em Pernambuco

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, nomeou como representante do Ministério da Saúde no estado de Pernambuco a amiga, Paula Amorim. De acordo com informações da Folha de São Paulo, ela não tem experiência na saúde ou em gestão pública.

Paula teve a nomeação para cargo comissionado, e foi efetivada no dia 15 de junho, no qual ganha aproximadamente R$ 10 mil. A assessoria de Pazuello informou que o ministro interino escolheu a amiga, pela relação de amizade e confiança, entre ambos.

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O Ministério da Saúde informou que ter experiência na área não é um pré-requisito, e deu exemplo do próprio Pazuello.

A assessoria informou ainda que Paula foi escolhida pela sua capacidade de articulação no estado, e entrou no lugar da enfermeira Kamila Correia, que teve três anos de gestão no cargo.

Pazuello é criticado também por sua desastrosa gestão no ministério, sem articulação e coordenação com os secretários estaduais da Saúde e até com dificuldades para executar orçamento da pasta.