Empresas privatizadas serão reestatizadas sem indenização, diz Requião

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), em nome da Frente pela Soberania Nacional, alertou que as empresas privatizadas nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido) serão reestatizadas em breve sem indenização aos compradores.

O emedebista, que tem influência na esquerda e no PT, disse que quem compra estatais no atual quadro político comete crime de receptação de mercadoria roubada.

“Paulo Guedes, operador do sistema financeira, representante do capital vadio, partiu para privatizar empresas públicas e o Banco do Brasil”, denunciou.

De acordo com Requião, o governo não tem autorização popular para vender empresas estratégicas do Brasil.

“Quem compra mercadoria roubada está cometendo crime de receptação”, afirmou em uma mensagem dirigida a funcionários do Banco do Brasil, que se reúnem neste domingo (12).

“Mais tarde, com a retomada do poder pelo povo, as empresas terão de ser devolvidas em indenização” afirmou Requião. “Quem recepta mercadoria roubada não tem direito a indenização nenhuma”, alertou.

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Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores na pandemia

Publicado em 11 julho, 2020

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, debocham na cara de 5.570 prefeitos e 27 governadores brasileiros na pandemia do novo coronavírus. Sem que haja reação a altura deles, que se acadelam olimpicamente, deixando de cumprir seu papel de defender os cidadãos.

O primeiro ato reflexo desse joguete presidencial, que faz deles [prefeitos e governadores] ‘baratas tontas’, ‘gato e sapato’, pode ser percebido no abre e fecha durante a quarentena. O avança e recua nas restrições, mais do que titubeação dos governos, significa falta de norte claro, o melhor caminho a seguir.

De que adianta abrir bares e restaurantes se os clientes, provavelmente, não aparecerão devido ao aumento de desemprego e perda do poder de compra ao longo da crise?

A depressão econômica atual, caro leitor, exige do governo federal política desenvolvimentista que não pode ser substituída pelo auxílio-emergencial de R$ 600. A medida é importante, paliativa, de pequeno alcance, portanto de impacto zero na reanimação da produção, emprego e consumo.

É aí que Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores. Eles têm poder limitado. Não podem imprimir dinheiro novo [só o governo federal pode fazê-lo] nem estabelecer uma política econômica global para o País.

Prefeitos e governadores, pela limitação constitucional, fingem que governam, aceitam o papel de ‘baratas tontas’, e o presidente Bolsonaro e Guedes têm certeza de que fazem de bobos os entes federados.

Sob o signo do abre e fecha do comércio e serviços, nas cidades e nos estados, prefeitos e governadores concordam com o papel menor no picadeiro de Bolsonaro e Guedes.

O jornal britânico Financial Times, na edição desta sexta-feira (10), por exemplo, mostrou como “Capitão Corona” se tornou uma chacota internacional.

Os 5.570 prefeitos e os 27 governadores aceitarão, também, ser motivos de chacota entre seus eleitores?

Independente de cloroquina ou tubaína, a questão é a economia. É aí que se define se o comércio abre ou fecha, se haverá cura ou não para o vírus. Sem desenvolvimento não haverá solução para a crise atual e para o pós-pandemia.