Em perigo, Deltan Dallagnol convoca os robôs para tuitaço nesta segunda-feira

O procurador Deltan Dallagnol, no bico do corvo desde o início da devassa da PGR, convocou os robôs lavajatistas para um tuitaço às 18 horas desta segunda-feira (27).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) faz uma busca nos arquivos da força-tarefa Lava Jato desde a semana passada. Na sexta-feira (24), manifestantes fizeram protesto a favor do procurador Augusto Aras em frente à sede do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).

Nas redes sociais, os robôs lavajatistas impulsionaram a hashtag. O procurador deverá ser substituído após uma consulta interna na PGR.

Procuradores que não leem a mesma Bíblia de Deltan acusam o procurador de ter transformado a força-tarefa no Paraná uma “LavaJaTUR”, devido os excessivos gastos com diárias e viagens.

O tuitaço desta noite convocado por Deltan Dallagnol, além do emprego de robôs, é uma reprodução do ‘modus operandi’ fake da força-tarefa durante toda a sua existência.

A Lava Jato se utilizou de movimentos criados ou incentivados por alguns procuradores para produzir agenda e palanque político para eles próprios. Exemplo caricato disso foi o procurador Diogo Castro, ex-Lava Jato, que pagou outdoor para homenagem a operação Lava Jato da qual ele fazia parte.

Com tuitaço ou sem tuitaço, o tempo de Deltan Dallagnol terminou na força-tarefa Lava Jato. Já deu, já cansou. Chega dos mesmos, segundo a maioria dos procuradores do MPF.

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Bolsonaro, o nosso “Milosevic”, continua blindado pela velha mídia sobre denúncia de genocídio em Haia

A velha mídia brasileira –Globo, Folha, Estadão, Veja, et caterva— continua a blindar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acerca da denúncia de crime contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, em Haia, Países Baixos. Os veículos de comunicação aderidos ao bolsonarismo escondem essa informação, enquanto as redes sociais pululam com a hashtag #MinisterioDaMorte para reverberar o início do processo.

A petição pedindo a condenação de Bolsonaro na corte internacional de Haia foi protocolizada neste domingo(26) pela Rede Sindical Brasileira UNISaúde, organização que representa cerca de um milhão de trabalhadores da saúde em todo o Brasil.

A Rede Sindical Brasileira UNISaúde acusa o presidente Jair Bolsonaro de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de covid-19 e o aponta como responsável pelas mais de 87 mil mortes pela doença durante a pandemia. A tese da coalizão de trabalhadores é que o presidente brasileiro agiu com “dolo” –quando tem a intenção do ilícito– ao se omitir e colocar a população em risco de morte.

Nas redes sociais, Bolsonaro já é chamado de nosso “Milosevic”, em referência ao ex-presidente Slobodan Milosevic, da Sérvia (1989-1997) e da Iugoslávia (1997-2000). A exmeplo do mandatário brasileiro, ele foi acusado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, de Haia, porém sofreu condenação em 2006.

Após cinco anos na prisão, em Haia, Milosevic morreu em março de 2006, aos 64 anos.

Entretanto, o Tribunal Penal Internacional de Haia não chegou a um veredicto sobre a culpa de Slobodan Milosevic. Em virtude de sua morte, o processo foi extinto.

Na manhã deste domingo (26), ao relatar o pacto da velha mídia pelo silêncio em relação ao genocídio, o Blog do Esmael reforçou o conceito da palavra.

“Genocídio é o extermínio deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sociopolíticas (ver: engenharia social).”

De acordo com a Wikipédia, o objetivo final do genocídio é o extermínio de todos os indivíduos integrantes de um mesmo grupo humano específico. No caso específico, na pandemia, as vítimas têm sido os pretos e os pobres.

“Existe controvérsia entre vários estudiosos, quanto ao fato de se designar ou não como genocídio os assassinatos em massa por motivos políticos. O genocídio é um tipo de limpeza étnica”, pondera a página.

Há duas semanas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o Exército Brasileiro estaria se associando a um genocídio, ao se reportar à maneira como o presidente Jair Bolsonaro se comporta frente à pandemia do novo coronavírus. Como resposta, o Ministério da Defesa pediu abertura de um inquérito contra o magistrado com base na Lei de Segurança Nacional (LSN), um entulho da ditadura que já faz ‘hora extra’ no âmbito do Estado Democrático de Direito.