Copa Libertadores volta em 15 de setembro e Sul-Americana em 27 de outubro

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou a retomada das Copas Libertadores para o dia 15 de setembro; e da Sul-Americana no dia 27 de outubro.

As competições terão seus regulamentos mantidos, como previsto inicialmente. Em nota a entidade afirmou que o retorno estará em conformidade com as determinações das autoridades sanitárias de cada país.

“Esse fator, somado à elaboração e aprovação unânime do Conselho do Protocolo Conmebol e de um manual operacional para viagens e treinamentos possibilita o retorno da Conmebol Libertadores e da Conmebol Sul-Americana. Com a aplicação rigorosa e responsável de todos os jogadores de futebol, o desejo de retorno do futebol se tornará uma realidade das condições de saúde, sempre cuidando da saúde de todos.”

Abaixo o tuíte da entidade (em espanhol):

De acordo com o calendário divulgado pela Conmebol, os dois campeonatos, que foram suspensos em março devido à pandemia do novo coronavírus, serão concluídos em 2021. As finais ainda não têm data confirmada, embora haja marcação no cronograma para ocorrerem em 23, 24 ou 30 de janeiro.

As semifinais de ambas as disputas estão agendadas para 6 e 13 de janeiro. Em relação a decisão da Recopa no ano que vem, que é o confronto entre os campeões da Libertadores e Sul-Americana, ocorrerá em 12 e 19 de fevereiro.

A Libertadores foi interrompida quando se encontrava na 3° rodada da fase de grupos, tendo sete representantes brasileiros em busca do título continental: Athletico-PR, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos e São Paulo. Já a Sul-Americana foi suspensa na 2° fase, com dois clubes do Brasil na disputa – Bahia e Vasco.

Com informações da Agência Brasil.

Com intervenção de Bolsonaro, SBT vai transmitir Fla-Flu na final do Carioca

A desavença política entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a TV Globo foi parar no gramado. Mais especificamente no Campeonato Carioca que, na quarta-feira (15), terá a final Flamengo e Fluminense transmitida pelo SBT.

A televisão de Silvio Santos e do apresentador Ratinho adquiriu os direitos do Fluminense, que, a exemplo do Flamengo, também programou o compartilhamento do jogo no Youtube. Os dois clubes têm a FlaTV e o FluTV.

O Flamengo venceu o Boavista por 2 a 0 no Maracanã, no dia 1º de julho, com transmissão no FlaTV (canal no Youtube). O time da Gávea se baseou na Medida Provisória 984/2020, editada por Bolsonaro, para romper o contrato de exclusividade com a Globo e agradar o presidente da República.

No dia seguinte, 2 de julho, em nota, a Globo informou que não iria mais transmitir o Campeonato Carioca após a intervenção de Bolsonaro por meio da MP do Flamengo:

“A Globo entende que a Medida Provisória não poderia alterar um contrato celebrado antes de sua edição e protegido pela Constituição. Como a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e os demais Clubes não foram capazes de garantir a exclusividade prevista no contrato, não restou à Globo outra alternativa além da rescisão e o encerramento das transmissões dos jogos do Carioca”, comunicou a emissora.

O artigo 42 da MP afirma que “pertence à entidade desportiva mandante o direito de arena sob o espetáculo desportivo, consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, fixação, a emissão ou transmissão, a retransmissão ou a reprodução dos direitos de imagem, por meio ou processo, do espetáculo desportivo”.

Como não existe espaço vazio nem na política nem no campo, o SBT não deixou barato e entrou em cena.

A Loterj, loteria estadual do Rio, é uma das patrocinadoras da transmissão do SBT na próxima quarta.

A transmissão do Fla-Flu da semana que vem será o primeiro evento de futebol do SBT, em 17 anos, no eixo Rio-São Paulo.

A última investiga da televisão de Silvio Santos e Ratinho no futebol ocorreu em 2003, quando o SBT comprou o direito de transmissão do Campeonato Paulista. Na época, uma guerra jurídica com a Globo inviabilizou o projeto. Agora, no entanto, a emissora de Osasco (SP) tem a retaguarda do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes.

LEIA TAMBÉM