Bolsonaro se explica, mas não convence as redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou nas redes sociais um diagnóstico sombrio sobre depressão econômica, mas, em sete pontos, não apresentou nenhuma solução que confortasse os brasileiros.

Bolsonaro foi eleito presidente da República para dirigir os destinos da Nação, no entanto, com um ano e meio de governo, entregou o “timão” do governo para os bancos cujo representante é o ministro Paulo Guedes.

Ou o presidente apresenta uma proposta de desenvolvimento nos próximos dias ou renuncie.

O cerco está se fechando para a incompetência, que se agrava com a política genocida do governo de plantão.

Eis o que Bolsonaro publicou em suas redes sociais na manhã deste domingo (12):

  1. A HORA DA VERDADE:
  2. Milhões de empregos destruídos, dezenas de milhões de informais sem renda e um país na beira da recessão.
  3. A situação só não está pior pelas ações do Governo Federal que foi ao socorro das pequenas e médias empresas, arranjou recursos para estados e municípios e está pagando Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para mais de 60 milhões de pessoas.
  4. Sempre disse que o efeito colateral do combate ao vírus não poderia ser pior que o próprio vírus.
  5. A realidade do futuro de cada família brasileira deve ser despolitizada da pandemia. Os números reais dessa guerra brevemente aparecerão.
  6. A desinformação foi uma arma largamente utilizada. O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar.
  7. Não será fácil, mas havemos de recomeçar. BOM DIA A TODOS.

Senhor presidente Jair Bolsonaro, qual o plano de desenvolvimento?

Em tempo: segundo os numerólogos, o número “sete” é o número da mentira.

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Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, debocham na cara de 5.570 prefeitos e 27 governadores brasileiros na pandemia do novo coronavírus. Sem que haja reação a altura deles, que se acadelam olimpicamente, deixando de cumprir seu papel de defender os cidadãos.

O primeiro ato reflexo desse joguete presidencial, que faz deles [prefeitos e governadores] ‘baratas tontas’, ‘gato e sapato’, pode ser percebido no abre e fecha durante a quarentena. O avança e recua nas restrições, mais do que titubeação dos governos, significa falta de norte claro, o melhor caminho a seguir.

De que adianta abrir bares e restaurantes se os clientes, provavelmente, não aparecerão devido ao aumento de desemprego e perda do poder de compra ao longo da crise?

A depressão econômica atual, caro leitor, exige do governo federal política desenvolvimentista que não pode ser substituída pelo auxílio-emergencial de R$ 600. A medida é importante, paliativa, de pequeno alcance, portanto de impacto zero na reanimação da produção, emprego e consumo.

É aí que Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores. Eles têm poder limitado. Não podem imprimir dinheiro novo [só o governo federal pode fazê-lo] nem estabelecer uma política econômica global para o País.

Prefeitos e governadores, pela limitação constitucional, fingem que governam, aceitam o papel de ‘baratas tontas’, e o presidente Bolsonaro e Guedes têm certeza de que fazem de bobos os entes federados.

Sob o signo do abre e fecha do comércio e serviços, nas cidades e nos estados, prefeitos e governadores concordam com o papel menor no picadeiro de Bolsonaro e Guedes.

O jornal britânico Financial Times, na edição desta sexta-feira (10), por exemplo, mostrou como “Capitão Corona” se tornou uma chacota internacional.

Os 5.570 prefeitos e os 27 governadores aceitarão, também, ser motivos de chacota entre seus eleitores?

Independente de cloroquina ou tubaína, a questão é a economia. É aí que se define se o comércio abre ou fecha, se haverá cura ou não para o vírus. Sem desenvolvimento não haverá solução para a crise atual e para o pós-pandemia.