Bolsonaro publica vídeo contra a exigência de máscaras na pandemia; assista

O presidente Bolsonaro compartilhou um vídeo produzido pelo jornalista e escritor Guilherme Fiuza chamado de “A censura facial”.

No vídeo, Fiuza cita reações acerca dos posicionamentos e atitudes de Bolsonaro em relação ao Coronavirus, em especial do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) que denunciou o presidente por crime contra a saúde pública.

O vídeo também critica o isolamento social e chama a estratégia defendida pelos especialistas em saúde de todo o mundo como genocida. A premissa é que estaria morrendo mais gente de fome de que da doença.

Mas a fome mata com ou sem pandemia. Ela é fruto da ganância de gente como Bolsonaro, como os banqueiros e empresários…

Voltando à postagem do presidente; leia o que escreveu Bolsonaro ao compartilhar o vídeo:

“- Na guerra ao vírus a desinformação foi uma arma largamente utilizada.

– O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar.

– Os números da verdade perseguirão para sempre aqueles que pensaram mais em si do que na vida do próximo.”

Confira o vídeo na postagem de Bolsonaro no Facebook ou pelo Youtube, onde foi compartilhado pelo canal terça-livre.

Vamos analisar o que escreveu Bolsonaro: 

  1. “- Na guerra ao vírus a desinformação foi uma arma largamente utilizada.” Bolsonaro está correto. Só que ele foi quem mais utilizou e continua utilizando a desinformação na “guerra ao vírus”.
  2. “- O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar.” Se 72 mil mortos em quatro meses não for motivo para pânico, o que será?”
  3. “- Os números da verdade perseguirão para sempre aqueles que pensaram mais em si do que na vida do próximo.” Novamente, Bolsonaro está certo. Seu nome já entrou para a história como o genocida que potencializou a letalidade do Coronavírus no Brasil.

É triste perceber que o presidente da república evoca o direito e a liberdade para não usar máscara no momento em que o Brasil já soma mais de 72 mil motos por Covid-19. Número que continua crescendo na média de mais de mil mortos por dia.

É como se caíssem cinco (ou mais) aviões Airbus A320 lotados todos os dias no país.

No meio dessa tragédia toda, o presidente quer o comércio aberto, quer a liberdade para as pessoas usarem as máscaras se quiserem, quer a liberdade para as pessoas frequentarem parques, praias, shopping centers, cinemas, restaurantes, como se nada estivesse acontecendo.

Covid-19: Negacionismo de Bolsonaro derrete imagem do Brasil no exterior

O descaso e o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à pandemia de Covid-19 tem ganhado mais espaço no noticiário internacional e acelerado um desgaste da imagem do Brasil no exterior, segundo um estudo da consultoria Curado & Associados.

O levantamento, que analisou as publicações de sete veículos internacionais de diferentes linhas editoriais, mostrou que essa percepção negativa do país piorou do primeiro trimestre para o segundo, e mostra uma “crise ética e de falência de gestão” do governo.

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O tema da pandemia foi responsável por 68% do total da cobertura negativa no segundo trimestre, seguido pela cobertura da demissão do ex-ministro de Justiça Sergio Moro (10%) e da devastação da Amazônia (8%). O estudo mostra que a cobertura da gestão brasileira da Covid-19 pela imprensa internacional cresceu 146% no segundo trimestre.

“A cobertura da crise sanitária agravou a percepção de um Governo irresponsável, de uma gestão sem liderança, cheio de declarações negacionistas sobre a doença. A notícia sobre o presidente ter testado positivo para o coronavírus, por exemplo, teve ampla cobertura pela forma desrespeitosa em que ele fez o anúncio”, diz Olga Curado sócia-fundadora da consultoria.

Após informar que tinha contraído a doença durante entrevista coletiva com jornalistas no Palácio da Alvorada, o presidente tirou a máscara que usava. O mandatário brasileiro também seguiu insistindo que a infecção pelo novo vírus só é perigosa para idosos e pessoas com doenças prévias. Entre os veículos pesquisados estão o francês Le Monde, a revista inglesa The Economist, a alemã Der Spiegel e a edição espanhola do El País.

Com informações do El País.