Bolsonaro faz live alimentando as “emas comunistas” do Palácio da Alvorada; assista

O presidente Bolsonaro fez uma “live” pelo Facebook na tarde deste sábado mostrando que fez as pazes com as emas que vivem no Palácio da Alvorada.

Ele jogou bananas para as aves na tentativa de mostrar que não é tão mau quanto parece.

Bolsonaro falou que ira participar da arreamento da Bandeira Nacional. Ele falou que está tentando mudar o país que ficou 30 anos nas “mãos da esquerda”. Falou em valores cristãos. Disse que sua política é armamentista, que as armas deve estar nas mãos das pessoas certas, “e as pessoas certas são o povo”.

O presidente também comentou a Lei das ‘fake news’, a qual ele é contra por cercear a liberdade de expressão. Bolsonaro também comentou a pandemia pelo ponto de vista econômico, sem qualquer referência aos mortos ou aos que ficaram com sequelas das doenças.

Assista:

Ema “comunista” bica Bolsonaro, que gemeu; a ave passa bem

Tem uma música –“A ema gemeu”, de Jackson do Pandeiro– que traduz a bicada que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou ao tentar alimentar uma ema, nesta segunda-feira (13), no Palácio do Alvorada.

A ave “comunista” bicou o presidente, que tentava alimentar o animal.

A ema passa bem após bicar o presidente da República.

Jair Bolsonaro está isolado na residência oficial, em Brasília, desde que anunciou estar infectado pelo novo coronavírus.

Maldoso, o presidente apelidou a ema de “Gleisi”.

Por que será?

Sobre a música citada no início deste post, há uma estrofe interessante:

“Você bem sabe que a ema quando canta
Vem trazendo no seu canto um bocado de azar
Eu tenho medo, pois acho que é muito cedo
Muito cedo, meu benzinho pra esse amor se acabar”

Abaixo, o baião “A ema gemeu” interpretada por Alceu Valença:

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Globo Rural lança manual sobre como alimentar ema, após a bicada que Bolsonaro levou

O programa Globo Rural, em tom de galhofa, retuitou matéria nesta quarta-feira (14) sobre como criar e alimentar corretamente uma ema.

O site trouxe as informações originalmente publicadas no dia 27 de fevereiro de 2017. O texto foi reavivado com a repercussão da bicada da ema “comunista” no presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (13).

Depois de bicar o presidente, que tem Covid-19, o animal passa bem.

Bolsonaro tentava alimentar a ave quando levou a bicada. Nas redes sociais, o incidente produziu milhares de memes –todos favoráveis à ema, é claro.

O Globo Rural destaca no Twitter de hoje: “Aprenda como alimentar essa ave vista com frequência no Cerrado brasileiro”.

A matéria de três anos atrás é sobre como criar e alimentar uma ema.

“Dócil e de rápido crescimento, a ema é uma ave de criação rentável – produzindo ovos, carnes, plumas, couros e outros subprodutos”, diz a reportagem.

Mas o bicho viu algo de errado no presidente no Palácio do Alvorada. O que será?

Bolsonaro poderá se vigar do bicho e colocá-lo na panela? Possivelmente, não.

Globo Rural disse que a carne da ema é muito apreciada.

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Subitamente, o governo abriu uma implacável caçada a supostos fraudadores de cota racional nas universidades públicas. Com a histeria da velha mídia, relatam a expulsão de alunos aqui e acolá, quando ambos deveriam ter vergonha da não oferta universal do ensino superior.

O direito do acesso à educação está inscrito na Constituição Federal em diversos capítulos, a começar pelo II, artigo 6º e seguintes.

A educação é um direito fundamental inalienável, condição para a dignidade humana, portanto dever do Estado.

Mídia e governo, bem como as universidades públicas, ao invés de linchar alunos, deveriam lutar pela universalização do ensino público e gratuito.

As cotas raciais são importantes para a afirmação de políticas públicas, mas elas reforçam um modelo educacional excludente e mercantilizado.

Qual o orçamento do ensino superior público brasileiro? No ano passado, o governo executou orçamento de cerca de R$ 30 bilhões no ensino superior. Para 2020, no entanto, esse valor poderá ser reduzido para R$ 20 bilhões.

E quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, torrou com os bancos durante a pandemia do novo coronavírus? Pasme, R$ 2 trilhões somente em março. Esse valor doado aos banqueiros daria para universalizar o ensino superior gratuito para todos os brasileiros, argentinos, venezuelanos, chilenos e colombianos.

A velha mídia deveria ter vergonha de reverberar essa falsa indignação com supostos fraudadores de cotas raciais. A palavra-de-ordem da comunidade universitária é UNIVERSALIZAÇÃO do acesso e fora, Guedes!

O distinto público precisa se atentar com essa repentina campanha porque ela não é para a exceção, meia dúzia de fraudadores, mas é contra todo o sistema de cotas raciais nas universidades. O governo planeja eliminar essa política pública, pois ele já declarou isso em momentos anteriores.

Lembra do último ato de Abraham Weintraub, antes de fugir para os Estados Unidos?