Análise: Semana decisiva para o futuro de Ricardo Salles no Meio Ambiente

O movimento pela demissão do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles ganhou forte impulso nos últimos dias.

Após a forte pressão da União Europeia, um setor de peso do agronegócio entrou em cena: Trata-se de empresários de frigoríficos e tradings que já alertaram o presidente Jair Bolsonaro da necessidade de demitir Salles do Meio Ambiente. Ele é um pivô de notícias ruins para o governo Bolsonaro no momento.

Segundo informações oriundas do Planalto, Bolsonaro disse na última semana a um grupo de ministros que não pretende retirar Salles. Ele salientou que o auxiliar tem apoio na bancada ruralista e que a imagem negativa se deve a uma tentativa de nações estrangeiras de tutelar o país.

No entanto, nos últimos dias a divisão na bancada ruralista se ampliou. Empresas do setor de frigoríficos tem pressionado pela saída de Salles, agricultores e sucroalcooleiros pregam a sua permanência sob o argumento de que ele tem feito mudanças importantes na legislação.

Além do debate sobre a demissão de Salles, surgiu também a proposta sobre a incorporação do Meio Ambiente na pasta da Agricultura. A ideia é defendida por aliados da ministra Tereza Cristina.

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Setores do empresariado paulista também têm defendido a saída de Salles e a incorporação da pasta ambiental pela Agricultura.

Em meio ao conflito sobre a permanência ou não de Salles, a cúpula militar será chamada a se pronunciar. Até pelo seu envolvimento nas questões da Amazônia. Vale lembrar o completo fracasso da gestão do vice-presidente Hamilton Mourão no combate ao desmantamento e da repressão aos atos criminosos de garimpeiros e fazendeiros na região.

Portanto, o futuro de Ricardo Salles será decidido nos próximos dias (M.A).