Alckmin é indiciado por caixa 2, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-governador Geraldo Alckmin por suspeita de prática de caixa 2, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht feitas no âmbito da operação Lava-Jato. Segundo a PF, a investigação foi concluída nesta quinta-feira (16).

A PF colheu provas nos sistemas de informática, análise de extratos telefônicos e foram obtidas conversas por aplicativo Skype e ligações telefônicas. Os crimes teriam sido cometidos em obras do Rodoanel e do Metrô de São Paulo.

Além do ex-governador, foram indiciados Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, advogado, que teria atuado como emissário para recebimento de R$ 4 milhões da Odebrecht para a da campanha de Alckmin em 2014.

A investigação faz parte da Lava-Jato que ocorre no âmbito da Justiça Eleitoral.

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Em nota, o presidente do diretório municipal do PSDB, Fernando Alfredo, afirmou que Alckmin sempre levou uma vida modesta e de dedicação ao serviço público: “É uma referência de correção e retidão na vida pública. Tem toda a confiança do PSDB”.

O diretório estadual do PSDB-SP também se manifestou por meio de nota, assinada pelo presidente estadual Marco Vinholi: “A história do governador Geraldo Alckmin não deixa dúvidas sobre a sua postura de retidão, coerência e compromisso com o rigor da lei”.