Venezuela acusa Banco da Inglaterra de “roubar” US$ 1 bilhão em ouro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi ao tribunal superior de Londres para recuperar US$ 1 bilhão em barras de ouro “roubado” pelo Banco da Inglaterra.

Sob o falso dilema de dubiedade de governo, o Reino Unido terá de dizer quem reconhece como presidente da Venezuela: Nicolás Maduro ou Juan Guaidó?

Mais do que recuperar as divisas subtraídas pela instituição financeira britânica, a resposta para essa pergunta terá mais do que um impacto na economia do país caribenho.

Um “sim” da corte londrina poderá ser usada como propaganda política para Maduro e isso significará o reconhecimento do regime bolivariano, portanto, a decisão que está prestes a ser emitida trará profundas consequências econômicas, políticas e sociais na Venezuela.

Como estratégia de defesa, o Banco Central da Venezuela (BCV) busca uma ordem judicial e destinará parte de US$ 1,8 bilhão em ouro para o programa de desenvolvimento da ONU para combater a pandemia de Covid-19 do país.

“Esta é uma emergência humanitária”, disse Sarosh Zaiwalla, que representa o banco venezuelano. “A intransigência contínua do Banco da Inglaterra está colocando vidas em risco.”

O Banco da Inglaterra reluta. Questiona a legitimidade do governo da Venezuela, que depositou o ouro, enquanto o mantém entesourado em seus cofres. A instituição que deveria custodiar o recurso não só o “roubou” como também faz o jogo de Guaidó.

A decisão do tribunal, prevista para o final de julho, pode ajudar a determinar quem controla cerca de US$ 5 bilhões em fundos venezuelanos congelados em contas bancárias estrangeiras. Por isso a importância desse julgamento em Londres.

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