Vacina contra o Coronavírus pode ser limitada pela cobiça das farmacêuticas

A descoberta de uma vacina eficaz na imunização contra o novo Coronavírus pode acontecer nos próximos meses, mas isso não é garantia de que todas as pessoas fiquem livres dessa terrível doença.

É que as empresas farmacêuticas visam lucro sobre as suas descobertas e isso pode fazer com que a vacina custe caro e seja inacessível aos mais pobres.

A diretora da área de medicamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a médica brasileira Mariângela Simão, afirmou que o órgão trabalha na criação de um fundo para financiar a vacina contra a covid-19.

“Estamos fazendo um esforço enorme para que haja um fundo mundial para a vacina”, disse Mariângela, em debate online realizado pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar).

“Quando finalmente houver a vacina, não vai ser para todos. Não tem país que vai conseguir vacinar toda a sua população”, disse Mariângela, referindo-se à desigualdade sócio-econômica entre os países afetados pela pandemia. O fenômeno pode ser determinante no acesso ao imunizante.

“Até que ponto o acesso a essas ferramentas (de combate à doença) dependem de proteção intelectual? Regras atuais de mercado não se aplicam nessa pandemia. Há um novo contexto. É preciso pensar como o mercado vai se comportar nessa pandemia”, disse.

A diretora da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, criticou o que chamou de “negligência ativa” – quando o poder público não garante os direitos da população. E chamou de genocídio o avanço dos casos de infecção pelo novo coronavírus no país, que ultrapassa 1,2 milhão, e os mais de 53 mil mortos.

“Trata-se de genocídio a falta de resposta das autoridades de saúde do país”, destacou, chamando atenção para a desproporção dos casos em relação ao tamanho da população. A taxa de negros mortos pela covid-19 ultrapassa os 60% dos casos, mas a população negra corresponde a 54% dos brasileiros. Do mesmo modo, segundo ela, a população brasileira corresponde a 3% da mundial. Mas os casos de covid-19 chegam a 12% do total em todo o planeta.

Clique aqui para assistir o debate na íntegra.

Com informações da Rede Brasil Atual

Brasil registra 1.185 mortes e 42.725 casos de coronavírus nas últimas 24 horas

O Ministério da Saúde divulgou no início da noite desta quarta-feira (24) o balanço diário da pandemia de Coronavírus no Brasil. Mais uma vez, o país teve mais de mil mortes registradas em 24 horas.

Os principais números são:

  • 53.830 mortes;
  • 1.185 mortes nas últimas 24 horas;
  • 1.188.631 casos confirmados;
  • 42.725 casos confirmados nas últimas 24 horas;
  • 484.893 pacientes em acompanhamento;
  • 649 908 pacientes recuperados.

Confira a situação por estado:

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