Novo ministro da Educação é militar da reserva; saiba quem é Carlos Alberto Decotelli da Silva

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pelas redes sociais, anunciou a nomeação de Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo de Ministro da Educação. Ele é militar da reserva da Marinha. Agora, metade do ministério é ocupado pelos milicos.

“Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”, escreveu o presidente.

A nomeação de Decotelli no MEC representa uma dura derrota para o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, do SBT, e seu filho, Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná. Eles articularam o nome de Renato Feder, secretário da Educação no Paraná.

Feder chegou a dar entrevistas como futuro ministro do MEC após uma reunião com o presidente Bolsonaro, mas, pelo visto, bateu na trave…

O Ministério da Educação estava acéfalo desde a semana passada, quando o então ministro Abraham Weintraub fugiu para os Estados Unidos temendo ir preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem é Carlos Alberto Decotelli

Carlos Alberto Decotelli, 67 anos, é financista, escritor e professor. É bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), MBA em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutor em Administração Financeira pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina), mestre em Administração pela FGV/EBAPE (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas) e realizou pós-doutorado na Bergische Universitãt Wuppertal (Alemanha). Preside o FNDE desde fevereiro.

Carlos Decotelli, de origem militar, é oficial da reserva da Marinha e coordenou atividades na Escola de Guerra Naval.

O novo ministro da Educação é considerado indicação da ala militar no governo Bolsonaro.

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TCU desconfia ter mais militares no governo do que nos quartéis

Que quartel, que nada.

O Globo desconfia que exite mais militares no conforto do ar condicionado do governo que nos quartéis, seu habitat natural.

O jornalista Lauro Jardim, colunista do Globo, registra que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu contar quantos militares têm no governo Bolsonaro.

Segundo o colunista do Globo, o Plenário do TCU decidiu nesta quarta-feira (17) por unanimidade fazer o levantamento da quantidade de militares da ativa e da reserva ocupando cargos civis no governo federal.

Jardim afirma que o TCU vai apurar os dados e compará-lo com os dos últimos três anos, “a fim de avaliar a situação e divulgarmos esses dados à sociedade”.

O tribunal foi movido pelas “constantes as alusões a uma possível militarização excessiva do serviço público civil”.

O ministro Bruno Dantas, autor da proposta, ressalta ser importante que a sociedade saiba exatamente quantos militares, ativos e inativos, ocupam atualmente cargos civis, dados os riscos de desvirtuamento das Forças Armadas que isso pode representar, considerando seu papel institucional e as diferenças entre os regimes militar e civil.