STF quebra sigilo bancário de 11 parlamentares bolsonaristas; confira os nomes

O Supremo Tribunal Federal (STF) escalou 11 parlamentares –um senador e 10 deputados– para quebrar o sigilos bancário no âmbito inquérito das fake news. A corte investiga quem financia os atos fascistas contra a democracia.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, determinou a devassa nos seguintes parlamentares bolsonaristas:

  • Alê Silva, deputada (PSL-MG);
  • Aline Sleutjes, deputada (PSL-PR);
  • Arolde de Oliveira, senador (PSD-RJ);
  • Bia Kicis, deputada (PSL-DF);
  • Carla Zambelli, deputada (PSL-SP);
  • Caroline de Toni, deputada (PSL-SC);
  • Daniel Silveira, deputado (PSL-RJ);
  • General Girão, deputado (PSL-RN);
  • Guiga Peixoto, deputado (PSL-SP);
  • Junio Amaral, deputado (PSL-MG); e
  • Otoni de Paula, deputado (PSC-RJ).

Esses parlamentares são suspeitos de financiar manifestações pele fechamento do Congresso e do Supremo, bem como a favor do AI-5, a volta da ditadura militar no País e a supressão dos direitos civis e constitucionais.

Por determinação do STF, a Polícia Federal cumpriu na manhã de hoje (16) 26 mandados de busca e apreensão contra 21 pessoas, entre as quais empresários, blogueiros, youtubers e um deputado, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina.

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O bicho está pegando em Brasília esta terça-feira (16). O Supremo Tribunal Federal (STF) ferveu o k-suco ao quebrar os sigilos bancários de quatro deputados bolsonaristas. A saber:

  • Bia Kicis (PSL-DF);
  • Carla Zambelli (PSL-SP);
  • Cabo Junio Amaral (PSL-MG); e
  • Otoni de Paula (PSC-RJ).

A determinação da quebra de sigilos, buscando conexão com o financiamento de movimentos fascistas e antidemocráticos, partiu o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF.

O magistrado também autorizou a PF, hoje pela manhã, a cumprir mandados de busca e apreensão contra 21 alvos –incluindo o federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).

A operação de busca e apreensão e a quebra de sigilos foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A conexão entre o Aliança e os grupos de extrema direita, que professam o fascismo e o ódio, poderá dificultar o registro da agremiação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os partidos são disciplinados por uma lei própria (Lei nº 9.096/1995), que, já no artigo 1º, impõe que as agremiações são destinadas a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.

Os movimentos cruzados entre fundadores do Aliança e fundamentalistas bolsonaristas, alvos da PF, atentam contra a Constituição e a ordem jurídica brasileira. Eles defendem abertamente o fechamento do Congresso e do STF, bem como a implantação do AI-5, uma ditadura suprima as liberdades democráticas.