Robôs bolsonaristas atacam o STF e pedem a prisão de Alexandre de Moraes

Enquanto o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal vão avançando sobre o gabinete do ódio bolsonarista, os robôs viram a noite tuitando ataques ao ministro Alexandre de Moraes.

A hashtag usada é #PrisaoDoAlexandreDeMoraes que “bombou” durante a madrugada e já tem mais de 300 mil postagens nesta manhã de quarta-feira.

Parece pouco inteligente que os bolsonaristas utilizem essa maneira criminosa de ataque, justamente a forma que é alvo de investigação pelo Supremo. Mas parece que neste momento é a única arma que eles têm.

O Bot Sentinel identificou quase 300 menções à tag feitas por conta falsas (robôs).

Outros internautas identificaram a mobilização e o “modus operandi” dos robôs. Confira:

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STF quebra sigilo bancário de 11 parlamentares bolsonaristas; confira os nomes

O Supremo Tribunal Federal (STF) escalou 11 parlamentares –um senador e 10 deputados– para quebrar o sigilos bancário no âmbito inquérito das fake news. A corte investiga quem financia os atos fascistas contra a democracia.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, determinou a devassa nos seguintes parlamentares bolsonaristas:

  • Alê Silva, deputada (PSL-MG);
  • Aline Sleutjes, deputada (PSL-PR);
  • Arolde de Oliveira, senador (PSD-RJ);
  • Bia Kicis, deputada (PSL-DF);
  • Carla Zambelli, deputada (PSL-SP);
  • Caroline de Toni, deputada (PSL-SC);
  • Daniel Silveira, deputado (PSL-RJ);
  • General Girão, deputado (PSL-RN);
  • Guiga Peixoto, deputado (PSL-SP);
  • Junio Amaral, deputado (PSL-MG); e
  • Otoni de Paula, deputado (PSC-RJ).

Esses parlamentares são suspeitos de financiar manifestações pele fechamento do Congresso e do Supremo, bem como a favor do AI-5, a volta da ditadura militar no País e a supressão dos direitos civis e constitucionais.

Por determinação do STF, a Polícia Federal cumpriu na manhã de hoje (16) 26 mandados de busca e apreensão contra 21 pessoas, entre as quais empresários, blogueiros, youtubers e um deputado, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina.

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TSE pode barrar criação do ‘Aliança pelo Brasil’, o partido de Bolsonaro

O bicho está pegando em Brasília esta terça-feira (16). O Supremo Tribunal Federal (STF) ferveu o k-suco ao quebrar os sigilos bancários de quatro deputados bolsonaristas. A saber:

  • Bia Kicis (PSL-DF);
  • Carla Zambelli (PSL-SP);
  • Cabo Junio Amaral (PSL-MG); e
  • Otoni de Paula (PSC-RJ).

A determinação da quebra de sigilos, buscando conexão com o financiamento de movimentos fascistas e antidemocráticos, partiu o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF.

O magistrado também autorizou a PF, hoje pela manhã, a cumprir mandados de busca e apreensão contra 21 alvos –incluindo o federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).

A operação de busca e apreensão e a quebra de sigilos foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A conexão entre o Aliança e os grupos de extrema direita, que professam o fascismo e o ódio, poderá dificultar o registro da agremiação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os partidos são disciplinados por uma lei própria (Lei nº 9.096/1995), que, já no artigo 1º, impõe que as agremiações são destinadas a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.

Os movimentos cruzados entre fundadores do Aliança e fundamentalistas bolsonaristas, alvos da PF, atentam contra a Constituição e a ordem jurídica brasileira. Eles defendem abertamente o fechamento do Congresso e do STF, bem como a implantação do AI-5, uma ditadura suprima as liberdades democráticas.

Bolsonaro rompe silêncio, após apoiadores serem alvos da PF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rompeu o silêncio na noite desta terça-feira (16) e desabafou publicando no Twitter uma série de dez mensagens nas quais aponta “abusos”, “violação de direitos” e “ataques concretos” ao governo e que, diante disso, tomará as “medidas legais” para, segundo afirmou, proteger a Constituição.

Bolsonaro não afirmou abertamente, mas parece se referir às investigações de manifestações fascistas, antidemocráticas e inconstitucionais feitas por apoiadores dele, que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como o AI-5, uma ditadura no País.

Na manhã desta terça, aliados de Bolsonaro foram alvos de operação da Polícia Federal no inquérito que apura o financiamento de atos fascistas e de ódio. Dez deputados e um senador bolsonaristas tiveram os sigilos bancários quebrados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em maio, aliados do presidente também foram alvos de uma operação no inquérito que apura disseminação de fake news e ameaças a ministros do STF. Na ocasião, Bolsonaro afirmou em entrevista que “ordens absurdas” não devem ser cumpridas, emendando: “Acabou, porra!”.

À tarde, durante sessão da Segunda Turma do tribunal, o ministro decano Celso de Mello afirmou, sem mencionar Bolsonaro, que é “inconcebível” a presença de um “resíduo de forte autoritarismo” no Estado brasileiro.

Na noite desta terça, o presidente publicou na internet: “O que adversários apontam como ‘autoritarismo’ do governo e de seus apoiadores não passam de posicionamentos alinhados aos valores do nosso povo, que é, em sua grande maioria, conservador. A tentativa de excluir esse pensamento do debate público é que, de fato, é autoritária.”

Na sequência, Bolsonaro afirmou que “abusos presenciados por todos” nas últimas semanas foram recebidos pelo governo “com a mesma cautela de sempre”, que cobrou, segundo ele, “respeito e a harmonia entre os poderes”.

“Queremos, acima de tudo, preservar a nossa democracia. E fingir naturalidade diante de tudo que está acontecendo só contribuiria para a sua completa destruição. Nada é mais autoritário do que atentar contra a liberdade de seu próprio povo”, acrescentou.

“Luto para fazer a minha parte, mas não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros”, escreveu o presidente.

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  1. Bolsonaro começou a sequência de dez mensagens afirmando que o histórico do governo dele “prova que sempre estivemos ao lado da democracia e da Constituição brasileira. Não houve, até agora, nenhuma medida que demonstre qualquer tipo de apreço nosso ao autoritarismo, muito pelo contrário”.
  2. Em seguida, disse que “em janeiro 2019, após vencermos nas urnas e colocarmos um fim ao ciclo PT-PSDB, iniciamos uma escalada do Brasil rumo à liberdade, trabalhando por reformas necessárias, adotando uma economia de mercado, ampliando o direito de defesa dos cidadãos”.
  3. E acrescentou que “suportamos a todos esses abusos sem desrespeitar nenhuma regra democrática, até mesmo quando um militante de esquerda, ex-membro de um partido da oposição, tentou me assassinar para impedir nossa vitória nas eleições, num atentado que foi assistido pelo mundo inteiro”.
  4. Na sequência, disse que o governo reduziu “todos índices de criminalidade, eliminamos burocracias, nos distanciamos de ditaduras comunistas e firmamos alianças com países livres e democráticos. Tiramos o Estado das costas de quem produz e sempre nos posicionamos contra quaisquer violações de liberdades”.
  5. Depois, afirmou o presidente, “o que adversários apontam como “autoritarismo” do governo e de seus apoiadores não passam de posicionamentos alinhados aos valores do nosso povo, que é, em sua grande maioria, conservador. A tentativa de excluir esse pensamento do debate público é que, de fato, é autoritária”.
  6. Escreveu também que “vale lembrar que, há décadas, o conservadorismo foi abolido de nossa política, e as pessoas que se identificam com esses valores viviam sob governos socialistas que entregaram o país à violência e à corrupção, feriram nossa democracia e destruíram nossa identidade nacional”.
  7. “Queremos, acima de tudo, preservar a nossa democracia. E fingir naturalidade diante de tudo que está acontecendo só contribuiria para a sua completa destruição. Nada é mais autoritário do que atentar contra a liberdade de seu próprio povo”, escreveu.
  8. Na sequência, disse que “do mesmo modo, os abusos presenciados por todos nas últimas semanas foram recebidos pelo governo com a mesma cautela de sempre, cobrando, com o simples poder da palavra, o respeito e a harmonia entre os poderes. Essa tem sido nossa postura, mesmo diante de ataques concretos”.
  9. E concluiu afirmando: “Luto para fazer a minha parte, mas não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros”.
  10. Na sequência, disse: “Só pode haver democracia onde o povo é respeitado, onde os governados escolhem quem irá governá-los e onde as liberdades fundamentais são protegidas. É o povo que legitima as instituições, e não o contrário. Isso sim é democracia”.