Queiroz preso, Bolsonaro enrolado e Governo Federal paralisado

O assunto do dia, como não poderia deixar de ser, é a prisão de Fabrício Queiroz. Mas essa é só mais uma das confusões em que o clã Bolsonaro está enrolado.

Há alguns minutos, veio o anúncio oficial da saída do ministro da falta de Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub.

Algumas lideranças estão chamando a atenção para o fato de que, apesar dos problemas gravíssimos que assolam o país, o governo federal está concentrado com todas as suas forças em livrar os apoiadores de Bolsonaro dos inquéritos do Supremo Tribunal Federal, e agora, do escândalo das rachadinhas do Queiroz.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), questionou através do Twitter:

“Qual a agenda presidencial hoje ? Coronavírus ? Desemprego ? Apoio às empresas ? Programas educacionais ? Nada disso. A agenda está presa a problemas pessoais e familiares: investigações, prisões, Queiroz, fake news etc etc. Muito difícil o Brasil ficar tanto tempo sem governo.”

A deputada Erika Kokay (PT-DF) foi na mesma linha:

“É inaceitável que Bolsonaro use o cargo e a estrutura do governo para se proteger e proteger os filhos. A agenda de hoje do presidente com ministros e aliados não é para tratar do coronavírus, tampouco p/ tirar o Brasil da crise. A agenda é p/ reagir à prisão do Queiroz!”

Fernando Haddad relembrou que o escândalo das rachadinhas já era de conhecimento do Coaf e da Polícia Federal à época da eleição:

“Só lembrando que Coaf e PF sabiam do Queiroz ANTES do segundo turno, e alguém avisou os Bolsonaros. E o presidente segue cuidando só da família, enquanto o país segue à deriva.”

Enquanto isso, o país se aproxima de um milhão de casos da Covid-19 e de 50 mil mortos pela doença. Isso nos números oficiais, que como se sabe estão subnotificados.

Para piorar tudo, o desemprego aumenta, o PIB encolhe, a Amazônia queima e o patrimônio nacional vai sendo dilapidado rapidamente.

Análise: Presidente Bolsonaro sob cerco com a prisão de Fabrício Queiroz

A prisão de Fabrício Queiroz na manhã desta quinta-feira (18) aumenta muito o cerco ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu filho, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O Blog do Esmael faz abaixo [vídeo] uma breve análise do impacto dessa prisão na política e nas pretensões reeleitorais do presidente Bolsonaro.

Além de coordenar as rachadinhas na Alerj, Queiroz era articulador político e o elo entre o clã Bolsonaro e a milícia. A informação é do deputado Marcelo Feixo (PSOl-RJ).

A operação policial conduzida hoje pelo Ministério Público do Rio foi um desdobramento das investigações da rachadinhas, divisão de salários de funcionários do gabinete do então deputado estadual “Zero Um”, codinome de Flávio Bolsonaro.

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O MP do Rio utilizou a mesma tática da Lava Jato, de prender parentes dos alvos, visando enfraquecer psicologicamente o alvo principal, no caso, Queiroz.

Os mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos após o suplente de Flávio, o empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ), revelar que o filho do presidente da República teve informação privilegiado sobre a Operação Furna da Onça, em 2018, que prendeu deputados da Alerj e Queiroz também seria alvo.

Assista ao vídeo:

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