PSOL aciona a Justiça para suspender indicação de Abraham Weintraub ao Banco Mundial

O PSOL, através do deputado federal Ivan Valente, de São Paulo, pediu à Justiça Federal que suspenda a indicação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub ao Banco Mundial, assinada por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

O partido aponta desvio de finalidade e diz que a indicação não atende a interesses públicos, mas pessoais. Cita também as duas investigações de que Weintraub é alvo no STF — por ter chamado os ministros do STF de vagabundos e por racismo contra chineses — e o uso de passaporte diplomático de ministros para entrar nos Estados Unidos.

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A viagem às pressas aos EUA foi feita em meio às restrições do governo americano, que proibiu a entrada de brasileiros, com exceção de autoridades. Weintraub entrou no país ainda como ministro, e após estar em território estrangeiro, foi exonerado da chefia do MEC. Na terça (23), o Planalto retificou o decreto que exonerava o ex-ministro, tornando seu efeito retroativo para o dia 19 de junho – mesma data em que ele embarcou para os EUA.

“Abraham Weintraub não deve ser considerado apto a ocupar um dos mais altos cargos em um banco internacional multilateral, representando o país cujos valores e normas desrespeitou inúmeras vezes”, diz a ação popular.

A iniciativa se soma a outras já tomadas contra Abraham Weintraub, como uma série de questionamentos ao governo federal via Lei de Acesso à Informação para saber se houve participação do governo na fuga do ex-ministro da Educação para escapar de uma possível prisão no Brasil, além de solicitar que o Itamaraty apreenda o passaporte diplomático de Weintraub.

A informação é do PSOL.