Novo ministro da falta de Educação ‘corrige’ currículo após desmentido de Universidade da Argentina

O novo ministro falta de Educação de Bolsonaro, Carlos Alberto Decotelli da Silva, alterou seu currículo acadêmico retirando a informação de que seria doutorado pela Universidade Nacional de Rosário na Argentina.

A alteração foi forçada por um desmentido vindo do reitor da Universidade, Franco Bartolacci, que publicou uma mensagem no Twitter. Confira:

“Nos vemos na necessidade de esclarecer que Carlos Alberto Decotelli da Silva não obteve na @unroficial a titulação de doutor mencionada nesta comunicação.” Escreveu o Reitor:

O ministério da falta de Educação ainda tentou desmentir o reitor da instituição, divulgando um certificado que seria a prova da titulação.

O certificado só prova que ele participou do curso e cumpriu os créditos, que são a primeira parte de um curso de pós-graduação. Mas a sua tese foi reprovada pelo orientador e, portanto, ele não concluiu a parte mais importante do curso.

No fim da tarde desta sexta-feira (26), Decotelli alterou seu currículo. O campo “Título” foi preenchido com “Créditos concluídos”. No campo “Orientador”, agora foi colocado: “Sem defesa de tese”.

O pós-doutorado que ele afirmava ter feito na Alemanha desapareceu do currículo.

Enquanto isso, o ex-ministro da falta de Educação é fugitivo, clandestino nos EUA… É o Brasil passando vergonha na era Bolsonaro.

Com informações da Rede Brasil Atual.

Novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, é discípulo de Olavo de Carvalho

Diferente do que diz a velha mídia, o Ministério da Educação (MEC) seguirá ideologizado com a nomeação de Carlos Alberto Decotelli da Silva. Ele é mais um dos discípulos do guru e astrólogo Olavo de Carvalho, que, na crise, ampliou seu poder político no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Pelo Twitter do novo ministro, um militar da reserva da Marinha, nota-se um fluxo alto de postagens favoráveis à extrema direita e retuítes do blog ‘Terça Livre’, de Allan Santos, que considerado “palavrão” pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No perfil de Decotelli há também reverberação das postagens de Sara Winter, a extremista do grupo ‘300 do Brasil’, presa por disseminar ódio e pregar a violência.

Por outro lado, seu engajamento fica claro com a defesa intransigente do presidente Jair Bolsonaro e críticas a figuras alinhadas mais à esquerda, a exemplo do jornalista Glenn Greenwald, cofundador do site The Intercept Brasil.

Seguindo o estilo do antecessor, o ex-ministro Abraham Weintraub, Decotelli escreveu no dia 18 de junho: “Olha isso @TSEjusbr seus Vagabundos… OLHA ISSO”, sobre uma suposta oferta de freela (trabalho) pelo PT por até R$ 2mil.

“Tive o prazer de trabalhar com o Decotelli. Desejo muita sorte e sucesso ao novo ministro e ao Presidente @jairbolsonaro”, jactou-se Weintraub, após a confirmação da nomeação.

Decotelli, o novo ministro da Educação, não esconde no Twitter sua devoção por Olavo de Carvalho.

“Estamo [sic] Juntos Professor”, escreveu no Twitter o discípulo no último dia 17 de junho.

O Twitter chegou a apagar uma conta anterior do novo ministro, que, pelos prints, insultavam jornalistas. Miriam Leitão, da Globo, por exemplo, era chamada de “Miriam Porcão”. No dia 31 de maio passado Decotelli pediu ‘ajuda aos universitários’ para recuperar sua conta derrubada.

Portanto, a Globo e a velha mídia estão erradas ao ‘dourar a pílula’ dizendo que o novo ministro da Educação é “mais moderado” que Weintraub. Pelo contrário. Ele [Decotelli] é da mesma cepa e foi indicado pelo guru Olavo de Carvalho. É só conferir os rastros no Twitter.

Até as capivaras do tradicional Parque Barigui, em Curitiba, sabem que Olavo é o guru espiritual de Jair Bolsonaro e seus filhos, doutrinador da maioria dos ministros, e que indicou vários membros em todos os escalões do governo. É ele quem comanda os cargos-chaves da República. Ele é uma espécie de “Rasputin” do bolsonarismo.

Resumo da ópera: a nomeação de Carlos Decotelli é vitória de Olavo de Carvalho em conluio com militares, cada vez mais agasalhados em cargos estratégicos na máquina pública.

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