Miriam Leitão: indicado de Ratinho teve gestão confusa na educação do PR

A jornalista Miriam Leitão, na Globo, disse na manhã desta terça-feira (23) que o virtual novo ministro da Educação, Renato Feder, não é educador e faz uma gestão confusa no Paraná.

“O Renato é economia e empresário, ele nunca foi educador”, disse Miriam, que afirmou ter conversado com educadores e soube que ele [Ferder] teve uma gestão “pouco” confusa na educação do Paraná.

Renato Feder é secretário de Estado da Educação do Paraná. Ele foi indicado para o cargo pelo apresentador Carlos Massa, o Ratinho, do SBT, o mesmo padrinho que o está indicando para o MEC.

O governador do Paraná é Ratinho Junior (PSD), filho do apresentador, ambos ferrenhos bolsonaristas.

O virtual novo ministro da Educação tem um almoço hoje com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, se Ratinho tiver força política, Feder sai nomeado no MEC.

Em março de 2018, a revista IstoÉ apresentou o aspirante a ministro Renato Feder como “o empresário que vende de tudo”. Na capa, ele aparece de fone de ouvido e num skate.

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O nome mais cotado para ocupar a vaga de Abraham Weintraub no ministério da falta de Educação de Bolsonaro é o de Renato Feder; que é atualmente o titular da pasta da Educação no Paraná.

Feder é de São Paulo e foi indicado para o governo do Paraná pelo apresentador de TV Ratinho, que é pai do governador Ratinho Junior (PSD).

O presidente Bolsonaro (sem partido) recebe Feder nesta terça-feira (23); reunião que pode resultar na sua indicação para o ministério.

O virtual ministro é um milionário CEO da Multilaser, gigante nacional do ramo de tecnologia; além de ser herdeiro do grupo Elgin, mega indústria do ramo de eletrodomésticos brasileira.

Sua gestão na Educação do Paraná se baseia na visão empresarial se sobrepondo às diretrizes pedagógicas; com forte incentivo a privatizações, terceirizações e a implementação de uma política de bônus por produção ao invés de valorização dos profissionais da educação.

Uma da medidas adotadas por Feder prevê a terceirização de várias funções como merendeiras(os), secretários(as), serviços gerais, bibliotecários(as) e outros. A partir de agora, quando um desses trabalhadores deixar o cargo, o Estado fará a substituição contratando mão de obra terceirizada.

Na semana passada, o site Intercept Brasil fez sérias denúncia sobre a empresa fornecedora dos aplicativos usados pelos alunos e professores do Paraná para as aulas à distância durante a pandemia. Além do Paraná, essa empresa atende os estados de São Paulo, Amazonas e Pará.

A empresa IP.TV, pouco conhecida mesmo no meio em que atua, é ligada a políticos bolsonaristas. Ela foi a criadora do aplicativo “Mano”, uma rede social só de bolsonaristas, e também abriga a TV Bolsonaro.

Ou seja, Feder tem muito o que explicar mesmo se não chegar a ser ministro. Como se diz no meio político, ele seria uma versão “alfabetizada” de Weintraub. Por isso mesmo, ele é muito mais perigoso para a educação nacional, pois ele sabe exatamente o que fazer para desmontá-la e entregá-la à iniciativa privada.

Com informações do Intercept Brasil e Esquerda Online.