Hackers que invadiram dados pessoais de Jair Bolsonaro são alvo de operação da PF

Hackers suspeitos de vazar dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de militares do Rio de Janeiro foram alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (26), nos estados do Rio Grande do Sul e Ceará.

A operação Capture The Flag, segundo a PF, teve como objetivo combater organização criminosa hacker, especializada na invasão de sistemas informatizados de órgãos públicos. Os alvos teriam acessado indevidamente dados privados de servidores e autoridades públicas.

A PF informou que o grupo teve acesso a dados do presidente da República, Jair Bolsonaro, como acesso a exames dele, dados bancários da família, e informações pessoais de militares do Rio de Janeiro, como, por exemplo dados onde moram.

Segundo as investigações da PF, integrantes do grupo investigado obtiveram e expuseram de forma ilícita dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades públicas, com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos.

A organização teria invadido sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores municipais nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, de um governo estadual e diversos outros órgãos públicos. Somente no Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelos hackers.

A PF afirma ainda que há indícios da prática de outros crimes cibernéticos por parte da organização criminosa, como compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias.A investigação se concentra na apuração dos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa.

O nome da Operação – Capture The Flag – foi inspirado nas competições na área de pentest (testes de invasão) onde os participantes precisam encontrar vulnerabilidades em sistemas e redes de comunicação. As vulnerabilidades são as “bandeiras” que os participantes precisam capturar.

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    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta quinta-feira (25), durante sua live semanal, que ele pode ter contraído o novo coronavírus anteriormente e que pode fazer outro teste para a doença, já foi testado negativo para o vírus várias vezes semanas antes.

    “Eu acho que já peguei”, admitiu o presidente.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi o “entrevistado” na live semanal de Bolsonaro.

    Bolsonaro disse ter testado negativo duas vezes, mas travou uma batalha judicial para impedir a divulgação dos resultados dos exames hospitalares, levantando questões sobre se ele pode ter sido infectado ou não.

    Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 13 de maio, Bolsonaro foi obrigado a divulgar o resultado dos exames feitos para o novo coronavírus. A decisão foi do ministro Ricardo Lewandowski.

    A batalha pelos laudos dos exames começou a partir de um pedido do Estadão para que o presidente Jair Bolsonaro mostrasse os resultados. Com a negativa do mandatário, iniciou-se uma batalha jurídica que durou quase um mês.

    Assista ao vídeo com a live de Bolsonaro: