Globo quer nocautear, mas não derrubar Bolsonaro

Está cada vez mais claro que a Globo, à frente de um consórcio da velha mídia, pretende nocautear o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas preservá-lo no cargo.

Os jornalões associados querem deixar o presidente nas cordas, fraco, sem condições de escolha. Ou ele faz as coisas que já está fazendo com mais celeridade ou…

Invariavelmente, a cobrança da mídia corporativa é para que Bolsonaro acelere a venda de estatais e imóveis da União, ou seja, o patrimônio público.

A Globo e a velha mídia em geral não têm um projeto alternativo ao neoliberalismo econômico até porque eles são o braço “armado” dessa gangue que está dilapidando o País, comendo o Orçamento e empurrando milhões à miséria e à morte.

As 50 mil mortes por coronavírus e mais de 1 milhão de casos confirmados no Brasil, com certeza, podem também ser atribuídas à burguesia e seus veículos de comunicação –sobretudo a paulistana, que é a estrategista desse caos atual.

Se Bolsonaro existe é porque os donos desses veículos de imprensa o fabricaram contra a volta do PT e a eleição de Fernando Haddad em 2018. O diabo é que o presidente acreditou que se elegeu sozinho, apesar da mídia. Por isso esse ruído tremendo entre eles.

A Folha de S. Paulo, na edição deste sábado (20), deu indicação de que não almeja “finalizar” Bolsonaro ao elogiar a aproximação do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Dito tudo isso acima, caro leitor, tenha em mente que a prisão de Fabrício Queiroz, o bombardeio contra o advogado da família Frederick Wassef, detenção da bolsonarista Sara Winter, etc., são distrações interessantes –uma novela– para não discutir a desgraça geral na economia e o enriquecimento de bancos e especuladores em plena pandemia do novo coronavírus.

Essa cortina toda, portanto, é para blindar as safadezas que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está fazendo para privilegiar os grupos econômicos de sempre, invariavelmente às custas do erário.

Como recomendariam os americanos “follow the money”. Siga o dinheiro. Acompanhe Paulo Guedes.

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