Globo fala de Queiroz, coronavírus e Bolsonaro, mas censura assunto Guedes

A TV Globo tem conseguido distrair o distinto telespectador com basicamente três pautas diárias, manhã, tarde e noite:

  1.  a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no sítio de Atibaia (SP);
  2. o avanço do coronavírus, que passou 1 milhão de casos e 49 mil mortes confirmados no Brasil; e
  3. a incapacidade de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tocar o governo.

Embora aos olhos do mais desavisados bolsonarista a Globo agora seja uma emissora “comunista” [lembra dos ataques aos jornalistas em Brasília, em frente ao Palácio do Alvorada?], a TV dos Marinho blinda o ministro da Economia Paulo Guedes.

O “Posto Ipiranga” de Bolsonaro, enquanto a Globo nos distrai, criminosamente vende a preço de banana ativos (patrimônio público) para pagar juros e amortizar a dívida pública, qual seja, o ministro está transferindo trilionárias somas para banqueiros e especuladores com a “cobertura”, no sentido pejorativo e não jornalístico, da velha mídia golpista.

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A pandemia, a prisão do Queiroz e as justas sabugadas que a Globo dá em Bolsonaro são parte de um entretenimento que se esgota em si mesmo. Não tem uma sequência lógica do ponto de vista de nação. A mesma fórmula a TV já utilizou durante os últimos 15 anos, desde o mensalão, para trabalhar com fetiche da corrupção e alienar os expectadores.

A luta contra a corrupção precisar ser cotidiana, mas jamais ser mais importante que a luta pela qualidade de educação e saúde, por emprego e renda, pela produção e consumo das massas.

Por isso tudo acima, o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) tem razão quando propõe a troca de Queiroz pelo Guedes. O ex-assessor das “rachadinhas” que chegam a R$ 2 milhões seria solto imediatamente, porém Guedes tomaria seu lugar no presídio pela transferência de até R$ 4 trilhões para os banqueiros e fundos abutres.

Por fim, por falar em Globo, o apresentador William Bonner, gestualmente, sugeriu que neste sábado (20) haverá uma “bomba” no Jornal Nacional.

Nesses tempos de Queiroz, novo coronavírus e Bolsonaro, para que novelas?