Globo avalia que Bolsonaro baixou a bola, mas diz que presidente não é confiável

Segundo avaliação do jornalista Merval Pereira, da Globo, o presidente Bolsonaro ficou assustado com a prisão do Fabrício Queiroz.

Para o jornalista, que é uma espécie de ‘alter ego’ dos donos da empresa de comunicação, apesar de baixar a bola, Bolsonaro não é confiável nem um pouco.

Merval explicou que Bolsonaro não é confiável porque ele pode dizer alguma coisa em algum momento que contraria o que ele propõe agora: um acordo com os demais poderes.

Nesta quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro disse que o “entendimento” entre ele e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) é uma sinalização de “dias melhores” para o Brasil.

“Esse entendimento, essa cooperação bem revela o momento que vivemos aqui no Brasil. Eu costumo sempre dizer quando estou com o presidente Toffoli, também com o Alcolumbre, ao Maia que são presidentes da Câmara e do Senado, que nós somos pessoas privilegiadas. O nosso entendimento, sim, em um primeiro momento, é o que pode sinalizar que teremos dias melhores para o nosso país”, declarou o presidente.

A Globo deixa claro que o problema com Bolsonaro é pessoal. A emissora dos Marinho em nenhum momento questiona a política econômica, por exemplo.

O jornalista Merval Pereira, em entrevista na Rádio CBN, sugeriu que esse entendimento entre poderes poderia ser materializado na tarde de hoje pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), que julga logo mais um pedido de habeas corpus do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O filho do presidente da República pede que o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, seja declarado incompetente para processar e julgar o ‘Caso Queiroz’, isto é, as rachadinhas na Alerj.

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O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) vai julgar na 3ª Câmara Criminal um um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no âmbito do inquérito das rachadinhas.

Zero Dois, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quer tirar o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal. Foi este magistrado quem autorizou todas as medidas ocorridas no inquérito até agora, como a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo a defesa de Flávio, caberia ao Órgão Especial do TJ do Rio decidir sobre os pedidos feitos pelos investigadores, portanto, argumenta, o juiz Itabaiana seria incompetente para o Caso Queiroz.

Dito isso, falemos um pouco do impeachment do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

Após instalar por unanimidade a Comissão Especial para avaliar a denúncia a Operação Placebo junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), eis que a mesma comissão decidiu, também por unanimidade, suspender o prazo para a apresentação da defesa do governador enquanto a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) não obter o compartilhamento das provas.

Enquanto ganha tempo, Witzel negocia secretarias de Educação e de Governo com deputados da Alerj na tentativa de evitar o impeachment. O governador busca o apoio de 35 parlamentares (metade) para driblar seu afastamento.

A Secretaria de Governo é responsável pelos programas Segurança Presente e Lei Seca, uma das que mais possui orçamento.

Suivre la vie, como dizem os franceses.