Efeito Bolsonaro: União Europeia estuda barrar entrada de brasileiros por causa da pandemia de coronavírus

O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a ausência do governo no combate efetivo da pandemia do novo coronavírus, pode provocar o fechamento das portas da União Europeia para os brasileiros. O “Efeito Bolsonaro” foi revelado nesta terça-feira (23) pelo jornal americano The New York Times.

Segundo documento obtido pelo NY Times, A União Europeia estuda restringir a entrada de viajantes provenientes do Brasil, dos Estados Unidos e da Rússia. Esses país são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

O jornal afirma que a restrição seria sobretudo para turistas. A preocupação do União Europeia é com a chegada do verão.

O bloco europeu pretende iniciar a reabertura das fronteiras externas a partir de 1º de julho, começando por países que têm controlado melhor a pandemia de Covid-19. Oficialmente, ainda não houve anúncio formal sobre quais estados estarão incluídos no banimento.

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  • Estados Unidos, Brasil e Rússia são os três países com maior número absoluto de casos do novo coronavírus, segundo a Universidade Johns Hopkins. Na segunda-feira, o mundo registrava mais de 9 milhões de diagnósticos confirmados da virose.

    De acordo com o New York Times, visitantes de países como China, Uganda, Cuba e Vietnã poderiam entrar nos países da União Europeia após dados mais tranquilizantes sobre o vírus nesses locais.

    Números atualizados da Johns Hopkins na tarde desta terça-feira mostram que os EUA têm mais de 2,3 milhões de casos do novo coronavírus, enquanto o Brasil passa de 1,1 milhão. A Rússia, segundo a universidade, registra quase 600 mil confirmações de Covid-19.

    Em março, com o agravamento da epidemia na Europa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, baniu viagens da maioria dos países europeus rumo aos EUA — medida semelhante à que o republicano tomou no início da crise da Covid-19, quando proibiu a entrada de visitantes da China. O Brasil também entrou na lista dos países barrados pela Casa Branca em maio.

    Com informações do New York Times