Copom promete taxa Selic de 2,25%, mas bancos cobram 313% no cartão de crédito

Há algo de podre no reino de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, só pode. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) promete reduzir nesta quarta-feira (17) a taxa básica de juros [Selic] da economia brasileira de 3% para 2,25% ao ano, porém os bancos continuam cobrando os juros mais altos do mundo em plena pandemia de coronavírus.

Os bancos e os especuladores seguem ganhando com a desgraça da maioria dos brasileiros, pois a taxa de juros no cartão de crédito rotativo chegou no mês passado a 313,43% e do cheque especial 119,32%. Os dados são Banco Central do Brasil, portanto oficiais.

O anúncio da redução da taxa Selic será às 18 horas, com pompa e circunstância, mas para o trabalhador e o pequeno empresário nada adiantará essa redução. Embora alguns jornalões comemorem, por ignorância ou má-fé, essa diminuição do juros não impacta na economia real do povo.

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Enquanto a velha mídia comemora a “redução” da taxa Selic, os banqueiros estufam os bolsos com os “spreads bancários”, que são a diferença do dinheiro captado junto ao poupador e ao governo daquele que é emprestado ao desesperado.

Lembre-se, caro leitor, durante a pandemia, Guedes e Bolsonaro foram bastante generosos com o sistema financeiro. Compraram títulos podres, reduziram impostos e a exigência do depósito compulsório, destinaram mais de R$ 2 trilhões para esses parasitas. O governo ainda aprovou venda de ativos por meio de privatizações e de alienação de imóveis da União para transferir mais R$ 2 trilhões para os bancos.

Em qualquer país do mundo mais sério, necessariamente, Bolsonaro e Guedes já estariam presos há muito tempo. Mas estamos no Brasil e, do ponto de vista da pilhagem do erário, eles têm a cobertura criminosa da velha mídia e de alguns partidos antipovo e antinação.