Bolsonaro é “burro” para a maioria dos brasileiros, diz Datafolha

Apesar de a Folha de S. Paulo tucanar o termo, pesquisa Datafolha afirma que a maioria dos brasileiros classifica como “burro” o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na tucanagem do jornal, ele é chamando de “pouco inteligente”.

O ataque pessoal ao presidente tem como objetivo provocá-lo, mais do que informar.

Segundo a pesquisa Datafolha, 54% dos entrevistados dizem que ele é “pouco inteligente” (burro), ante 40% que o consideram “muito inteligente” (sabido). Não souberam responder 6%.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país por telefone, entre terça-feira (23) e quarta-feira (24). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Perversa, a pesquisa afirma que os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff eram considerados mais inteligentes, com índices entre 52% e 69% em pesquisas feitas de 2003 a 2006 (Lula) e 66% a 85% de 2011 a 2015 (Dilma).

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Datafolha diz que prisão de Queiroz não abalou aprovação de Bolsonaro

O instituto Datafolha garante que os eleitores de Jair Bolsonaro (sem partido) não se abalaram com a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz, há uma semana, e a aprovação do presidente segue estável com 32%.

Segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (26), se 32% consideram Bolsonaro bom ou ótimo, 44% o rejeitam e 23%, regular. Para 46% dos entrevistados, nunca é possível confiar nas afirmações do presidente da República. Ou seja, o “fio do bigode” de Bolsonaro não pode ser levado a sério.

Bolsonaro não inspira muita confiança. São 46% os que dizem nunca confiar, 20% que sempre confiam e 32%, aqueles que o fazem às vezes.

Apesar de mostrar estabilidade na popularidade do presidente, o instituto avalia que o caso Queiroz tem grande potencial destrutivo para Bolsonaro.

A aprovação de Bolsonaro cai para 15% entre aqueles que acham que o presidente sabia onde Queiroz se escondia até ser preso no dia 18.

Com 44% de rejeição, Jair Bolsonaro é o presidente com maior rejeição em seu primeiro mandato desde a redemocratização e a volta das eleições direitas em 1989.

O Datafolha afirma que ouviu 2.016 pessoas por telefone nos dias 23 e 24 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.