‘Aqui na Band’ sai do ar por ser ‘chapa branca’ bolsonarista

O programa ‘Aqui na Band‘ saiu do ar e teve seus apresentadores Luís Ernesto Lacombe e Nathália Batista, além do diretor-geral Vildomar Batista, afastados.

A atração, que vai ao ar pela TV Bandeirantes das 9 às 11 da manhã, passa a apresentar reprises e será reformulado antes de voltar ao ar. O motivo da mudança teria sido o bolsonarismo explícito que pautava a atração.

A ex-global Mariana Godoy é cotada para assumir o programa.

O ‘Aqui na Band’ chegou a apresentar um debate com o tema “Quem mandou matar Bolsonaro?”; além de entrevistar figuras carimbadas do bolsonarismo como Allan dos Santos, Flávio Morgenstern, Nise Yamagushi e até Eduardo Bolsonaro.

Confira esse vídeo apresentado no programa tratando da “Onda conservadores”:

A mudança no programa gerou reações bolsonaristas nas redes. Os apoiadores de Bolsonaro subiram tags como #BoicoteNaBand #SomosTodosLacombe. 

Mas não adianta chorar. Jornalistas como Fernando Mitre, que é atual diretor nacional de jornalismo da Rede Bandeirantes, sabem que ser ‘chapa branca’ em tempos de bolsonarismo pode ser fatal.

Com informações do Notícias da TV.

Flávio Bolsonaro quer sair do ‘bico do corvo’ via TJ-RJ, enquanto Witzel ganha tempo no impeachment

Se o Brasil não é para amadores, imagine o Rio de Janeiro…

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) vai julgar na 3ª Câmara Criminal um um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no âmbito do inquérito das rachadinhas.

Zero Dois, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quer tirar o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal. Foi este magistrado quem autorizou todas as medidas ocorridas no inquérito até agora, como a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo a defesa de Flávio, caberia ao Órgão Especial do TJ do Rio decidir sobre os pedidos feitos pelos investigadores, portanto, argumenta, o juiz Itabaiana seria incompetente para o Caso Queiroz.

Dito isso, falemos um pouco do impeachment do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

Após instalar por unanimidade a Comissão Especial para avaliar a denúncia a Operação Placebo junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), eis que a mesma comissão decidiu, também por unanimidade, suspender o prazo para a apresentação da defesa do governador enquanto a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) não obter o compartilhamento das provas.

Enquanto ganha tempo, Witzel negocia secretarias de Educação e de Governo com deputados da Alerj na tentativa de evitar o impeachment. O governador busca o apoio de 35 parlamentares (metade) para driblar seu afastamento.

A Secretaria de Governo é responsável pelos programas Segurança Presente e Lei Seca, uma das que mais possui orçamento.

Suivre la vie, como dizem os franceses.

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