Zero Quatro, o filho mais novo de Bolsonaro, é banido do Twitch após repetir “gripezinha” para covid-19

O filho mais moço do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, o Zero Quatro, foi defenestrado hoje (1º) pela plataforma de jogos online Twitch.

Zero Quatro, como o chama Bolsonaro, teve a conta excluída da plataforma de vídeos um dia depois de ser divulgado que ele havia publicado um vídeo em que minimizava o coronavírus, chamando-o de “gripezinha”, apesar de alertas médicos revelarem a gravidade da doença.

“Fui banido da Twitch para sempre. Interessante é que a rede social mantém perfis que disseminam claramente a misandria (ódio, o desprezo ou o preconceito contra homens ou meninos), mas não suportam uma brincadeira, por mais pesada que fosse”, reclamou Renan pelo Twitter.

O próprio presidente Jair Bolsonaro, seu pai, e seu irmão mais velho, Eduardo, também tiveram problemas com as redes sociais no início da pandemia de Covid-19. Eles tiveram posts apagados pelo Twitter, no mês passado, após incentivarem o descumprimento do isolamento social.

“A ânsia de atacar alguém que afete o presidente da República é maior do que apurar uma simples piada e respeitar a liberdade de expressão”, continuou Zero Quatro, indignado com a exclusão pelo Twitch.

O filho mais novo do presidente disse no vídeo que preferiria morrer tossindo que morrer transando.

“Vamos pra rua na pandemia, tá ok? Pô, que pandemia, malandro? Isso é história aí da mídia, pra trancar você em casa (…) Pô, é só uma gripezinha, irmão, vai tomar no cu. Peguei, passou. Prefiro morrer tossindo que morrer transando.”

Renan apenas reproduziu o termo já utilizado por seu pai durante um pronunciamento oficial no rádio e televisão, menosprezando a letalidade da doença.

Assista ao vídeo:

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Aprovação de Trump sobe nos Estados Unidos, mesmo com críticas à sua luta contra o coronavírus

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu de 43% para 49%, diz o instituto Gallup.

De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira, 1º de maio, os índices de aprovação de Trump estão de volta ao seu nível mais alto de todos os tempos, desta vez graças ao apoio recorde de independentes, um grupo com o qual ele precisa vencer a reeleição.

O Gallup afirma que o crescimento na aprovação veio apesar das críticas esmagadoras da mídia por sua luta contra o coronavírus e pela pressão para reabrir a economia. Mas também ocorreu quando o mercado financeiro sinalizava apoio, e muitos nos Estados Unidos se uniram ao presidente na campanha para que o país voltasse ao trabalho.

“Os americanos querem ver seu presidente na frente e liderar em um momento de crise, e é exatamente isso que o presidente Trump está fazendo. Ele entende que estes são tempos difíceis para o povo americano, e é por isso que ele não deixou pedra sobre pedra e lançou uma abordagem sem precedentes de toda a América para derrotar esse vírus”, explicou Sarah Matthews, vice-secretária de imprensa da campanha de Trump.

A equipe de campanha vê uma reviravolta no índice de aprovação de Trump numa histórica divisão da opinião pública dos Estados Unidos sobre a condução do esforço de coronavírus. Segundo o Gallup, 50% aprovam, 48% desaprovam.

Grosso modo, o resultado da pesquisa nos EUA é bastante parecido com os recentes divulgados no Brasil. Aqui nestas plagas, como já vimos esta semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue com seu um terço de eleitores fidelizados.

“Bolsonaro só vai cair se morrer muita gente infectada pelo coronavírus”, repetiu ao Blog do Esmael o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, estabelecendo como parâmetro para “muita gente” o número de mortos na Itália: 25 mil pessoas.

Brasil tem 6.329 mortes e 91.589 casos confirmados por coronavírus nesta sexta-feira (1º).